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Peregrina neste mundo

Sou peregrina na terra; não escondas de mim os teus mandamentos. Salmos 119:19

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Sou peregrina na terra; não escondas de mim os teus mandamentos. Salmos 119:19

Resposta às Acusações Contra a Igreja - 1ª parte

É frequente ouvirmos crentes e incrédulos a queixarem-se que há tanta impiedade na igreja como no mundo descrente.

Os historiadores apontam para as supostas atrocidades da "igreja" através dos séculos, desde as Cruzadas até à Inquisição. Especialistas em sondar a opinião pública dos dias modernos, apontam às estatísticas para demonstrar que a igreja está cheia de imoralidade sexual, fanatismo, avareza, ódio, falsidade e todo o tipo de vícios encontrados na sociedade corrupta. Profetas autoproclamados insultam a igreja por causa das suas supostas abominações, chamando-lhe todos os nomes, desde Sodoma e Gomorra até prostituta desvairada.

Porém, as suas acusações não são verdade e resultam de um único erro teológico: os acusadores não têm entendimento bíblico do que seja a igreja. Portanto, acusam a verdadeira igreja pelas atrocidades cometidas por aqueles que se identificam como igreja, mas que não têm parte com ela nem com o seu Salvador.

Vejamos primeiro as supostas atrocidades cometidas pela "igreja" no decorrer da história. Encontramos um exemplo disso na Santa Inquisição. De acordo com os historiadores, o papa Gregório IX (r. 1227-1241) estabeleceu a Inquisição: _ um tribunal eclesiástico que visava suprimir a heresia. Esse tribunal estava principalmente activo no norte de Itália e a sul de França e era infame pelo uso da tortura. Em 1542, a Inquisição Papal voltou a sua atenção contra um novo inimigo _ os protestantes. A verdade mais importante é que a Inquisição era o tribunal de uma organização eclesiástica particular, conhecida como a Igreja Católica Romana. Como é que a Igreja verdadeira (perseguida) pode ser culpada pelas atrocidades da organização eclesiástica herética que a perseguia?

A confissão que uma pessoa faz de fé em Cristo prova ser falsa se ela faz o mal.

 

"Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade." Mateus 7:21-23

"Mas dirá alguém: Tu tens a fé, e eu tenho as obras; mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras. Tu crês que há um só Deus; fazes bem. Também os demônios o crêem, e estremecem." Tiago 2:18-19

 

O mesmo é verdade quanto a uma organização eclesiástica que afirma ser a igreja verdadeira. Como Jesus declarou:

 

"porque pelo fruto se conhece a árvore." Mateus 12:33

 

Em segundo lugar, olhemos para as estatísticas dos peritos que dizem que a igreja é tão imoral quanto a cultura ao seu redor. Temos de reconhecer que esta é uma questão deveras importante. Se a igreja estiver tão escravizada ao vício como declaram as estatísticas, se ela não for melhor do que a presente era de impiedade, a própria infalibilidade das Escrituras e a integridade do cristianismo estarão em jogo. O Antigo Testamento refere-se claramente à promessa de que, na Nova Aliança, Deus faria para Si um povo piedoso, dentre judeus e gentios igualmente, um povo que O reverenciaria e andaria em obediência. Se a igreja, como um todo, não for mais devota ou obediente do que o mundo, então, essas promessas falharam. Mas, nós afirmamos que nem Deus, nem a Sua Palavra, falhou.

A verdadeira igreja de Jesus Cristo é fiel, consagrada, produz frutos e cresce em conformidade ao seu Senhor. Embora ainda lute contra o pecado e esteja permanentemente carente de graça, permanece firme, num forte contraste com a cultura impiedosa e imoral que a cerca. O defeito fatal dos pesquisadores é presumirem que todos os que se identificam com Cristo são cristãos e que todas as organizações que se chamam "igreja" são a verdadeira igreja.

Os pesquisadores estão errados porque tiraram as suas conclusões a partir de um campo contaminado. Um dos males mais amplamente conhecido dentro do evangelicalismo é que muitos dos que dizem fazer parte do cristianismo possuem crenças e práticas estranhas ao cristianismo bíblico e histórico. Ainda que professem alguma ligação a Cristo, não são cristãos na sua doutrina, ética ou forma de viver. Portanto, é absurdo presumir que representam a igreja. Tirar conclusões sobre a igreja baseadas nas suas opiniões e práticas é igualmente absurdo.

As ilustrações que publicarei no próximo post, podem ser úteis para mostrar o problema.

 

Paul Washer

O Chamado ao Evangelho e a Verdadeira Conversão

Pág. 153-155

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