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Peregrina neste mundo

Sou peregrina na terra; não escondas de mim os teus mandamentos. Salmos 119:19

Peregrina neste mundo

Sou peregrina na terra; não escondas de mim os teus mandamentos. Salmos 119:19

Que Adultos Serão Estes?

"... a criança entregue a si mesma, envergonha a sua mãe." ( Provérbios 29:15)

 

Actualmente, trabalho numa loja de brinquedos. Todos os dias, fico siderada perante a falta de educação que vejo em criancinhas de 2 anos para cima. São elas que, absolutamente, mandam nos pais. Assusta-me pensar que estas criancinhas serão os adultos de amanhã. Crianças mal-educadas e manipuladoras, cujos pais não sabem exercer o papel de pais. Vejam alguns exemplos da mais pura falta de educação:

 

Uma menina de 2 anos, entra a correr na loja apesar das sucessivas ordens da mãe:  «Não entres aí!», mas que corre atrás dela lá para dentro. Depois de ter desobedecido ostensivamente à primeira ordem, a menina ouve a segunda: «Não mexas em nada!» e... "Arruma-me" a loja toda perante os avisos constantes da progenitora que, desesperada e impotente, tenta arrumar o que a filhinha vai destruindo, e vai pedindo desculpa.

Cada vez que a mãe diz: «Vamos embora!», os gritos da petiz furam-me os tímpanos, a mamã parece amedrontada, incapaz de a fazer obedecer a qualquer ordem sua, e vai cedendo durante aproximadamente meia hora  até que, lhe compra um brinquedo, para a conseguir tirar da loja.

 

Que tipo de adolescente/jovem/adulta, será esta criança desobediente, cuja mãe é incapaz de a contrariar?

 

No outro dia, um menino, com mais ou menos 2 anos, entrou a correr na loja, pegou num brinquedo e saiu a correr comigo no encalço. A mãe, quando viu que o petiz "roubara" o brinquedo, deu umas gargalhadas, tirou-lhe o brinquedo da mão e devolveu-mo. Lembro-me de ter comentado com a minha colega que, aquela mãe, se continuasse a agir assim, podia estar a criar um ladrão.

Passadas algumas semanas, ele voltou a fugir à mãe e a entrar na loja, quase me destruiu a montra, a mãe entrou a correr e, ele, gritou-lhe um palavrão que me fez descair o queixo... Um "ahhh" perplexo escapou-se-me dos lábios. Mais uma vez, ele pegou num lápis que temos para venda, e saiu a correr da loja com a mãe atrás dele... A rir-se.

Eu só pensava no estaladão que teria dado a um dos meus filhos se ele me gritasse um palavrão e fizesse o que aquela criancinha fez. Sim, eu disse "estaladão", porque só de imaginar que um filho meu se atrevesse a insultar-me...

 

Que tipo de adolescente/jovem/adulto, podemos esperar de uma criança que, aos dois anos, grita uns palavrões à mãe e a vê rir-se quando "rouba"?

 

Outra cena que me pôs os cabelos em pé, foi ver a mãe e a avó do pequeno Edgar (nome fictício),  completamente impotentes para fazer o rapazinho de 2 anos obedecer. Ele puxou-as, literalmente,  para dentro da loja, fez ouvidos moucos aos constantes avisos: «Não mexas!» e, não só mexeu em tudo, como fazia birras horríveis sempre que a mãe dizia: «Vamos embora!». Depois de muitos avisos e de muitas birras, ele exigiu um brinquedo. A mãe disse-lhe que «Não!»,  e... O Edgar, enfurecido, deu-lhe uns pontapés e uns empurrões. A mãe, finalmente, pegou nele ao colo e levou-o para fora da loja enquanto era pontapeada e os gritos dele se faziam ouvir por todo o Shopping.

Ai se ele fosse meu filho...

 

Uma mãe entrou na loja com os três filhos. O mais novo, ao contrário dos irmãos, desobedecia ostensivamente às ordens dela. Ninguém o segurava. Ela disse-lhes para escolherem um brinquedo e, o mais novo, exigiu um brinquedo que estava na montra. A mãe, calmamente, disse-lhe que não, que era muito caro, e que tinha de escolher um brinquedo igual ao dos  irmãos... A birra estalou! Ele gritava a plenos pulmões, chorava baba e ranho e balbuciava: «mas eu quero aquele!»

A mãe, num primeiro momento, tomou a atitude certa  e disse-lhe que, se ele continuasse a fazer birra, não lhe dava nada, mas, enquanto lhe dizia: «Se não parares de fazer birra, não levas nada!», ia pagando os brinquedos que escolhera para os três. A birra não parava, os gritos cresciam de tom... Ela pagou, pegou no saco com os brinquedos e saíram da loja,  mas... Eis que ela volta, com o "birrento" pela mão, para trocar o brinquedo que ela escolhera por aquele que ele queria! A birra parou.

 

Assustador!!!!

Como agirá este menino no futuro, quando não conseguir levar a dele avante?

 

Infelizmente, não me faltam maus exemplos para citar... Quando vejo estes comportamentos, assusta-me pensar no que estas crianças se tornarão um dia. E, a culpa é toda dos pais! Pais que, em vez de amar, odeiam os seus filhos. Odeiam? Sim, odeiam.

 

"O que não faz uso da vara ODEIA seu filho, mas o que o ama, desde cedo o castiga." (Provérbios 13:24)

 

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A Chave

“Nós mulheres precisamos de conselhos práticos para a vida, mais do que isso, precisamos do coração entregue Àquele que governa todas as nossas questões práticas. O livro de Provérbios é a chave para os dois.”

Lídia Brownback

Auto ajuda?

“Os livros de auto ajuda não seriam tão populares se as pessoas abraçassem apenas a sabedoria dos caminhos de Deus, mas, uma vez que os caminhos de Deus _ os conselhos das Sagradas Escrituras _ são rejeitados, até as alternativas mais superficiais são atractivas.”

Lídia Brownback

 

 

Obra de Arte

Cada mulher é uma obra de arte feita pelas mãos de um Criador sábio e perfeito!

Não queiras ser igual a ninguém, sê única e entende que toda a beleza é imperfeitamente bela e exclusiva.

 

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"Preferia que me batesse, pelo menos, tocava-me"

Há certas atitudes num homem que podem denunciar aquilo que ele será no casamento.


_ Homens ciumentos, possessivos e controladores tornar-se-ão agressores.
_ Homens que gostam de exibir a namorada como um troféu, que gostam que ela chame a atenção de outros homens usando roupas provocantes, são potenciais traidores, e também agressores.


A violência doméstica está a crescer a um ritmo alucinante, e o nº de mulheres assassinadas por aqueles que as deviam amar e proteger é deveras preocupante.
É verdade que por trás de uma pessoa que fere, há sempre uma pessoa ferida. Ninguém agride os outros sem primeiro se auto agredir. Ninguém faz os outros infelizes, se primeiro não for infeliz, mas, é urgente estarmos atentas aos sinais de alerta antes do casamento, porque, o divórcio nunca é a melhor solução (Deus abomina o divórcio) e, mesmo optando por ele, há feridas que perduram ao longo do tempo.


Eu sei que, no meio cristão, os homens são diferentes (ou quero acreditar que o são!), mas este blog não é só para mulheres que casam com homens cristãos e é urgente perceber que há mulheres que se põem a jeito e não se importam de ser exibidas como troféus em nome de um amor doentio.


Ao contrário do que as notícias veiculam, a violência doméstica não acontece só nas camadas mais baixas da sociedade, ela acontece em todos os extratos sociais. Há uns anos atrás, li uma notícia que me marcou, uma notícia que devia funcionar como um despertador para muitas mulheres. Compartilho-a aqui:

"A Realidade do País
 «Preferia que me batesse, pelo menos, tocava-me.» 
Trinta e oito anos. Professora universitária, um casamento de 11 anos com um médico, um filho de nove. Um cancro na mama aos 32 e seis anos, e dois anos de violência psicológica.

A promessa de amor e felicidade eterna acabou quando chegou a casa depois de ter tirado o peito esquerdo, «naquela noite disse-me para não me despir», conta Ana Maria (nome fictício). Antes, «fazíamos amor todas as noites». Desde então, «nunca mais me tocou».
 «Tinha um corpo invejável», confessa sem falsos pudores. O marido orgulhava-se da mulher que tinha ao lado, «gostava que me vestisse bem, arrojadamente». No dia em que tirou o peito, Ana perdeu a "feminilidade", disse-lhe o marido. Seria de esperar que ele, médico, fosse superior às marcas no corpo. Mas «tudo mudou. Nunca mais me quis», conta Ana.

A violência doméstica tem várias faces. «Preferia que me batesse, pelo menos, tocava-me», desabafa. Mas não. A violência a que Ana é sujeita, dia após dia, é a humilhação. «Sempre que tem amantes, diz-me. Diz que são mulheres completas».
Ana Maria continua a vestir-se bem, mas diz não se sentir mais "mulher". Confessa ter a auto-estima «inexistente. O espelho aterroriza-me». Nunca contou a ninguém o desgaste, a violência, que é o seu casamento. Fora de casa são o casal perfeito, «ninguém acreditaria em mim».


Sabe que não tem de se sujeitar à violência, «posso muito bem sustentar-me sozinha».
Porque não o faz? Tem vergonha, «Já basta não ser mulher. Abandonada seria pior. E ele sabe disso.»

 

Quantas mulheres vivem dramas como este caladas?
Quantas mulheres se sujeitam a ser violentadas diariamente em nome de uma vergonha que continua a garantir-lhes o... Status?

 

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Mães:

Mães, tenho estado a pensar nisto:

“Muitos pais esforçam-se para dar o mundo aos filhos, mas esquecem-se eles próprios de se dar. Compram-lhes roupa belíssima, educam-nos nas melhores escolas, cobrem-nos de presentes, mas não lhes contam a sua história, não falam de si próprios com eles, não lhes contam os seus fracassos, as suas perdas, os seus sucessos, os revezes das suas ousadias e os seus projectos para o futuro. [...] Mãe, sabes quais são os sonhos dos teus filhos? Algumas vez lhes perguntaste quantas lágrimas é que não tiveram coragem de chorar à tua frente? Sabes quais são os seus temores e frustrações mais importantes?”

 

Li isto no livro "A Ditadura da Beleza". Mas, como mãe cristã, acredito piamente que, antes de qualquer outra coisa, devemos transmitir aos nossos filhos a Palavra de Deus. Tenho 3 filhos: 2 adultos, e o mais novo que tem 16 anos. Enquanto os dois mais velhos cresciam, eu estava desviada e, hoje, a minha filha (ainda) está fora dos caminhos do Senhor e o meu filho, pela graça e misericórdia de Deus, está a voltar. Quando o mais novo nasceu, eu já tinha voltado para a Igreja. Na altura em que começamos a contar-lhes uma história antes de eles dormirem, comprámos uma Bíblia e o meu marido lia-lha todos os dias. Quando aprendeu a ler, começou a lê-la ao ritmo dele e, até ao dia de hoje, lê-a todos os dias antes de dormir.
Eu sei que os nossos filhos podem vir a desviar-se um dia, mas também creio na promessa de Deus:

 

"Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele." (Provérbios 22:6)

 

Mas, dizem vocês, não acabaste de dizer que "podem vir a desviar-se"?
Sim! Mas tenho a profunda convicção de que, um dia, voltam para o verdadeiro caminho pela graça e misericórdia do Deus que nunca falha nas Suas promessas.

De que adianta darmos-lhes tudo, e não nos doarmos a nós mesmos?
De que adianta dar-lhes tudo, e não lhes darmos a conhecer o melhor de tudo? Jesus Cristo!

 

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O PIB é: a Síndrome do Padrão Inalcançável de Beleza

 

E que tal olharmos para dentro de nós mesmas e tentarmos perceber até que ponto somos afectadas pela ditadura da beleza instituída pelos média?

Já ouviram falar do PIB?
O PIB é: a Síndrome do Padrão Inalcançável de Beleza

 

Aqui vão os sintomas:

Preocupação excessiva com a estética, dando-se mais atenção à aparência física do que a outros aspectos da vida, como os sonhos, os projectos e as conquistas, o excesso de tempo que é gasto diante do espelho, a rejeição crónica de uma determinada zona do corpo, a preocupação excessiva relativamente à roupa, o consumismo exacerbado, a preocupação obsessiva com o que os outros pensam e dizem de si, o medo de não ser aceite, o medo exagerado de envelhecer, a baixa autoestima, a ansiedade, o humor triste, a irritabilidade e a autopunição.

A síndrome do PIB também pode desencadear stress intenso, o que produz sintomas psicossomáticos, como dores de cabeça, dores musculares, vertigens ou tonturas, gastrite, fadiga excessiva, excesso de sono ou insónia e transtorno do apetite.

A existência de três ou quatro sintomas já permite identificar a síndrome, principalmente quando dois deles estão relacionados com a auto-imagem. Quando os sintomas não são exacerbados, a síndrome do PIB não compromete a saúde psíquica, mas pode dissipar a leveza da vida.

 

Augusto Cury
A Ditadura da Beleza

 

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