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Peregrina neste mundo

Sou peregrina na terra; não escondas de mim os teus mandamentos. Salmos 119:19

Peregrina neste mundo

Sou peregrina na terra; não escondas de mim os teus mandamentos. Salmos 119:19

"Preferia que me batesse, pelo menos, tocava-me"

Há certas atitudes num homem que podem denunciar aquilo que ele será no casamento.


_ Homens ciumentos, possessivos e controladores tornar-se-ão agressores.
_ Homens que gostam de exibir a namorada como um troféu, que gostam que ela chame a atenção de outros homens usando roupas provocantes, são potenciais traidores, e também agressores.


A violência doméstica está a crescer a um ritmo alucinante, e o nº de mulheres assassinadas por aqueles que as deviam amar e proteger é deveras preocupante.
É verdade que por trás de uma pessoa que fere, há sempre uma pessoa ferida. Ninguém agride os outros sem primeiro se auto agredir. Ninguém faz os outros infelizes, se primeiro não for infeliz, mas, é urgente estarmos atentas aos sinais de alerta antes do casamento, porque, o divórcio nunca é a melhor solução (Deus abomina o divórcio) e, mesmo optando por ele, há feridas que perduram ao longo do tempo.


Eu sei que, no meio cristão, os homens são diferentes (ou quero acreditar que o são!), mas este blog não é só para mulheres que casam com homens cristãos e é urgente perceber que há mulheres que se põem a jeito e não se importam de ser exibidas como troféus em nome de um amor doentio.


Ao contrário do que as notícias veiculam, a violência doméstica não acontece só nas camadas mais baixas da sociedade, ela acontece em todos os extratos sociais. Há uns anos atrás, li uma notícia que me marcou, uma notícia que devia funcionar como um despertador para muitas mulheres. Compartilho-a aqui:

"A Realidade do País
 «Preferia que me batesse, pelo menos, tocava-me.» 
Trinta e oito anos. Professora universitária, um casamento de 11 anos com um médico, um filho de nove. Um cancro na mama aos 32 e seis anos, e dois anos de violência psicológica.

A promessa de amor e felicidade eterna acabou quando chegou a casa depois de ter tirado o peito esquerdo, «naquela noite disse-me para não me despir», conta Ana Maria (nome fictício). Antes, «fazíamos amor todas as noites». Desde então, «nunca mais me tocou».
 «Tinha um corpo invejável», confessa sem falsos pudores. O marido orgulhava-se da mulher que tinha ao lado, «gostava que me vestisse bem, arrojadamente». No dia em que tirou o peito, Ana perdeu a "feminilidade", disse-lhe o marido. Seria de esperar que ele, médico, fosse superior às marcas no corpo. Mas «tudo mudou. Nunca mais me quis», conta Ana.

A violência doméstica tem várias faces. «Preferia que me batesse, pelo menos, tocava-me», desabafa. Mas não. A violência a que Ana é sujeita, dia após dia, é a humilhação. «Sempre que tem amantes, diz-me. Diz que são mulheres completas».
Ana Maria continua a vestir-se bem, mas diz não se sentir mais "mulher". Confessa ter a auto-estima «inexistente. O espelho aterroriza-me». Nunca contou a ninguém o desgaste, a violência, que é o seu casamento. Fora de casa são o casal perfeito, «ninguém acreditaria em mim».


Sabe que não tem de se sujeitar à violência, «posso muito bem sustentar-me sozinha».
Porque não o faz? Tem vergonha, «Já basta não ser mulher. Abandonada seria pior. E ele sabe disso.»

 

Quantas mulheres vivem dramas como este caladas?
Quantas mulheres se sujeitam a ser violentadas diariamente em nome de uma vergonha que continua a garantir-lhes o... Status?

 

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