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Peregrina neste mundo

Sou peregrina na terra; não escondas de mim os teus mandamentos. Salmos 119:19

Peregrina neste mundo

Sou peregrina na terra; não escondas de mim os teus mandamentos. Salmos 119:19

Carta aberta aos meus amigos:

Hoje, a sexualidade é um factor importante na vida pública. No momento que vivemos, ela é um assunto público - a prioridade e o centro de alguns dos maiores e mais disputados debates desta época.
É só olhar para a publicidade na TV para percebermos o quanto a maioria apela à sexualidade. Os alunos do ensino básico (os nossos filhos) já recebem currículos sobre a "diversidade familiar", e os principais meios de comunicação social noticiam o fenómeno da promiscuidade sexual em todo o lado. Olhando ao nosso redor, parece não haver uma única área da nossa cultura que não esteja a lidar, de alguma forma, com a sexualidade _ com muita controvérsia à mistura.

Os cristãos, homens e mulheres regenerados que Cristo comprou e salvou do poder do pecado, com o Seu precioso sangue, têm um papel fundamental e um dever especial no meio da confusão que se está a instalar.

Nós, cristãos, não somos evolucionistas, nem naturalistas. Nós, cristãos, somos criacionistas e acreditamos que as realidades de género, e a sexualidade, são dons intencionais do Criador, que os deu aos seres humanos que criou como bênção, para serem usados com responsabilidade.

Nós, cristãos, não somos relativistas pós-modernos. Portanto, não podemos aceitar a afirmação de que os padrões sexuais são meras construções sociais. Acreditamos que só o Criador tem o direito de revelar a Sua intenção e de dar ordens no que concerne à nossa administração desses dons.

Como cristãos, nascidos de novo, somos diferentes dos génios e dos gurus de marketing e publicidade. Não cremos que a sexualidade deva ser usada como um ardil para atrair a atenção e criar o desejo do consumidor.
Também somos diferentes dos produtores complacentes de entretenimento sexualizado. Não cremos que a sexualidade seja, primariamente, diversão e prazer. Na contramão dos revolucionários sexuais de décadas recentes, nós, cristãos, não cremos que a sexualidade é o meio de libertar o ego da opressão cultural.

Em outras palavras: cremos que o sexo é menos importante do que muitos desejam que creiamos. A existência humana não se centraliza, primeira e principalmente, no prazer sexual e na demonstração da sexualidade. Há muito mais para a vida humana, realização e alegria. O sexo não pode cumprir as promessas feitas por esta sociedade hipersexualizada.

Por outro lado, a sexo é mais importante do que a sociedade secular pode imaginar. Afinal de contas, a cosmovisão cristã revela que, em última análise, sexo, género e sexualidade fazem parte do propósito da criatura para glorificar o Criador. Esta relação transforma toda a questão e deixa a criatura a perguntar: _ Como posso celebrar e vivenciar a administração da minha sexualidade e o exercício deste dom de maneira a que o Criador seja mais glorificado?
É desnecessário dizer que esta não é pergunta que motiva a confusão da nossa cultura saturada de sexo.

Como cristãos, somos responsáveis por um testemunho especial quanto ao significado do sexo e da sexualidade. E tudo isso, como sabemos, não se refere apenas ao que pensamos sobre esses assuntos, mas também à maneira como temos de viver.

 

 

Baseado no livro:
Desejo e Engano
R. Albert Mohler Jr.

 

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