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Peregrina neste mundo

Sou peregrina na terra; não escondas de mim os teus mandamentos. Salmos 119:19

Peregrina neste mundo

Sou peregrina na terra; não escondas de mim os teus mandamentos. Salmos 119:19

A Aparência Física

Quando a serpente contou a primeira mentira da história a Eva que originou a queda dos nossos primeiros pais (e com eles todos nós), começou a ser construído um mundo de ilusões orquestrado pelo “príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência” (Efésios 2:2).
A engrenagem desse mundo de ilusões tem como combustível a inconformidade com a Lei de Deus, ou seja, o pecado, que depois da Queda passou a constituir a natureza de todos os seres humanos. Desde então, a humanidade arruinada tem comprado as mentiras vendidas pela antiga Serpente, o diabo, com a promessa de que terão o que perderam no Éden: a felicidade. Para nós, mulheres, esse pacote de mentiras está direccionado para diversos conceitos, mas, agora, observaremos apenas um, que parece ser o mais comum e abrangente:

 

A APARÊNCIA FÍSICA:
Embora o conceito de beleza seja cultural e temporal, o desejo de ser bela é algo que pode ser visto universalmente nas mulheres de todas as épocas, que sempre tiveram especial preocupação com a aparência e se submeteram a muitos sacrifícios para alcançarem o ideal de beleza no contexto em que viveram.


_ No período da renascença, as mulheres ricas arrancavam os cabelos da parte frontal da cabeça para ficar com testas maiores e bem arredondadas, o que era considerado primoroso para a sociedade europeia daqueles dias.
_ Nos anos que antecederam a Segunda Guerra Mundial, na China, as meninas da elite social tinham os seus pés enfaixados para que não crescessem mais do que sete a dez centímetros de comprimento, pois esse era o tamanho de pés valorizados e considerados encantadoramente femininos, mas que aleijavam os seus pés para sempre.
_ Na Inglaterra, durante o século XVII, era comum às mulheres obesas recorrerem à sangria.
_ Na época vitoriana o sonho de beleza era uma cintura de quarenta e seis centímetros e, para aparentarem tê-la, as mulheres usavam espartilhos tão apertados a ponto de deslocarem órgãos internos.
_ Já nos loucos anos vinte, as jovens ocidentais enfaixavam os seios, pois a moda era um busto achatado, e nos anos trinta, engoliam um verme de nome cientifico ténia, conhecido popularmente como solitária, para terem uma pele de porcelana.

Tudo isso nos parece tão grotesco… Até nos lembrarmos de que nos nossos dias tecnologicamente evoluídos, as mulheres (que se dizem mais evoluídas) injectam uma espécie de gel aquoso (conhecido como hidrogel) nas pernas para elas ficarem torneadas ou implantam próteses de silicone nos seios ou no rabo para aumentar o seu tamanho, ou submetem-se a um procedimento conhecido como lipoaspiração, o qual, através de tubos cirúrgicos, aspira a “gordura localizada” em determinadas partes do corpo.

O mais incrível, é que nada disso nos espanta porque já inculcaram na nossa cabeça que essas coisas são necessárias para alcançarmos o corpo que a nossa sociedade cultua.


Todo o tempo, dinheiro e esforço excessivos, que dedicamos para ter a aparência que a cultura estabeleceu como desejável, mostra que realmente acreditamos numa grande mentira: a de que a beleza física fará de nós mulheres felizes e realizadas se a tivermos.

O problema, é que essa mesma cultura não nos ensina que a beleza dos atributos físicos tem prazo de validade.


E porquê? _ Porque essa verdade nos levará a perceber que não vale a pena investir a vida em algo que não possui importância real.

Não é pecado querer ser bonita. O pecado pode encontrar-se na motivação para tal, por exemplo: se buscas a beleza física como um meio para atrair o desejo sexual, causar inveja nas outras mulheres ou para ser o centro das atenções. Isso é errado aos olhos de Deus.

Mas, se buscas aquela beleza discreta e comedida que reflecte piedade e pureza na tua aparência, então isso é agradável ao Senhor.
A única beleza que pode realmente trazer-nos alegria e contentamento é a beleza de uma vida santa, e faremos bem se a buscarmos com toda a dedicação e zelo. É claro que isso não exclui os cuidados com o nosso corpo: devemos sim ter uma alimentação saudável, fazer exercício físico, usar roupas bonitas, tratar dos cabelos e etc., mas não te deixes enganar, porque não é por estar dentro dos padrões de beleza da nossa cultura que vais ser uma mulher verdadeiramente feliz.