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Peregrina neste mundo

Sou peregrina na terra; não escondas de mim os teus mandamentos. Salmos 119:19

Peregrina neste mundo

Sou peregrina na terra; não escondas de mim os teus mandamentos. Salmos 119:19

Desabafo patético de uma defensora da ideologia de género

Concordo com Ligy Saunders: "Tais Araújo descobriu que é mãe de uma menina que pensa que é menina, se comporta como menina e gosta de ser menina. Deve ser frustrante pra ela como mãe."

 

DESABAFO PATÉTICO DE TAÍS ARAÚJO

Eu tenho uma filha de dois anos e oito meses que ama rosa, enlouquece com bonecas e princesas, brinca de mãe e filho o dia inteiro e chora quando entra numa loja de brinquedos querendo um ferro e uma tábua de passar roupas! Socorro!

Confesso que, cada vez que vejo esse movimento todo dela, eu me arrepio da cabeça aos pés. Parece piada que a minha filha aja de maneira tão contrária a tudo o que eu acredito; mais ainda, de maneira contrária a tudo que eu prego no meu dia a dia, a tudo que eu acredito que seja uma construção social das mais cruéis que segregam meninas e traçam pra elas um único e fatídico destino, a tudo que fuja do roteiro traçado por essa construção que seja carregado de culpa e julgamentos!

Não acredito que existam brinquedos de menina ou brinquedos de meninos. Quando a minha filha nasceu, eu não lhe comprei um brinquedo. Bom, ela tinha um irmão de três anos, a casa já estava cheia de brinquedos e ela não precisava de nada além daqueles que ali já habitavam. Assim ela ficou, sem brinquedos novos até completar um ano, se não me engano. Foi ali que chegaram as primeiras bonecas, não sei quem deu, não me lembro, mas me lembro com perfeição quando ela, com um ano de idade, pegou uma boneca no colo e ninou. Fiquei muito espantada, mas sabia que ela estava reproduzindo o que fazíamos com ela, mas e as princesas? Pode ser influência das amiguinhas da escola. E o cor rosa? E a predileção por saias e saias que rodem? E a paixão por panelinhas e fogão? E o ferro e a tábua de passar, minha gente?!

Acredito que seja tudo repetição do que ela vê à sua volta, mas ela também vê (e muito) outras coisas... até porque quando senti esse movimento, a minha primeira ação foi apresentar a ela outras opções, para que ela pudesse perceber que além do mundo de fadas, bonecas, saias, panelinhas e princesas existe muita coisa legal com que ela também pode brincar.

Não, não adianta, ela gosta desse mundo, esse é o mundo de brincadeiras que ela, com quase três anos, escolheu pra chamar de seu. Eu, como mãe, acredito que devo continuar dando outras opções para que ela sempre saiba que o mundo pode ser mais que uma única coisa e que ela pode sim ser o que quiser: astronauta, bailarina, bombeira, princesa, médica, fada, engenheira, cozinheira, professora, princesa, passadeira... não importa, o que importa é ela conquistar...

 

PS: Pelo que li, depreendo que a Thaís de Araújo é uma machista dos cinco costados... Brinquedos de rapaz, havia aos montes. De menina, nem um? Enfim... Mentes aprisionadas.

 

Foto de Suely S De Almeida.
 
 

11 suposições falsas sobre o cristianismo

 

  1. Deus é um genocida maníaco

— O Deus revelado na Bíblia não é redutível aos atributos de amor ou misericórdia. Deus é um Deus justo, santo e justo. Ele deve punir o mal. Se Deus não tivesse razões que vão além da nossa compreensão para o fazer, Ele não seria digno de adoração, e muito menos de crença. Nunca louvamos um juiz que opte por deixar ladrões condenados, assassinos e violadores voltar para casa sem justiça. Mesmo que um juiz fizesse isso em nome do amor, nunca estaríamos satisfeitos com as realidades práticas de manter essas pessoas impunes nos nossos bairros ou de os deixar ensinar os nossos filhos na escola. Um Deus que nunca exerce justiça é um Deus que deve ser rejeitado. Um Deus que é amoroso e justo é um Deus que não é apenas digno de, mas também exige a nossa adoração e obediência.

  1. Jesus nunca existiu como uma pessoa real.

Enquanto a média geralmente relata a proposição de que a crença na existência histórica de Jesus é insustentável, a grande maioria dos estudiosos de hoje discorda. A existência de Jesus é um dos factos mais bem atestados, documentados, e disponíveis para nós. Testemunhas hostis atestam a sua vida na Palestina. A sua vida registada nos Evangelhos é a melhor explicação disponível sobre quem ele era e o que ele fez. Esse facto é mantido por fontes hostis fora das fontes cristãs.

  1. A ciência é incompatível com o cristianismo

A ciência é incompatível com o cristianismo 
Historicamente, o cristianismo liderou muitas vezes o caminho no avanço científico. Hoje, muitos cientistas acreditam numa cosmologia que é muito mais aberta ao design e à criação inteligentes do que a maioria dos especialistas assumem. A ciência não encontrou evidências que impedissem a crença em Deus, os milagres ou a ressurreição de Jesus. Tais campos estão fora da competência da ciência e da sua metodologia.

  1. A Bíblia é baseada em mitos.

A história é parte integrante da fé cristã. O apóstolo Paulo, que escreveu mais de metade do Novo Testamento, justifica a fé em testemunhos oculares e eventos verificáveis ​​(1 Cor. 15). Se essas coisas são mitos e fábulas, o cristianismo não é útil ou bom. O tom e o teor das Escrituras são categoricamente diferentes do dos mitos gregos ou das Fábulas de Esopo. O que acreditamos é baseado na realidade e fundamentado na história. A Bíblia está aberta a investigação e escrutínio.

«O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que temos contemplado, e as nossas mãos tocaram da Palavra da vida — Porque a vida foi manifestada, e nós a vimos, e testificamos dela, e vos anunciamos a vida eterna, que estava com o Pai, e nos foi manifestada; — O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também tenhais comunhão connosco; e a nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo.» — 1João 1:1-3

  1. Todas as religiões ensinam o mesmo.

Hoje, num mundo que se auto-denomina pós-cristão e que rejeita Deus, muitas pessoas tentam desmantelar as reivindicações do cristianismo mesmo antes de as ouvir afirmando (não argumentando) que todas as religiões ensinam o mesmo. Na verdade, cada religião faz afirmações e pressupostos muito diferentes sobre a realidade. Pode haver um acordo superficial sobre a Regra de Ouro, mas o evangelho do Deus trino separa categoricamente a fé do cristianismo de todas as outras religiões.

  1. Jesus nunca morreu numa cruz.

De acordo com múltiplas fontes, Jesus foi condenado a morrer por razões específicas: Uma delas é que Ele tentou levar Israel para longe de Deus por meio de acções milagrosas. Os seus inimigos atribuíram as suas obras ao diabo como actos de feitiçaria. A morte de Jesus era um facto bem conhecido em todo o mundo antigo. Historiadores e políticos do primeiro século falaram dos acontecimentos que decorreram em Jerusalém. 

  1. Não há coisas como milagres.

Assumir que os milagres não são autênticos porque não acontecem normalmente não é um bom argumento. Em vez disso, a maior parte das pessoas toma a sua experiência pessoal como base normativa para julgar os eventos passados. Essa visão subjectiva do que é possível não permite a realização de eventos históricos normais, e muito menos milagrosos. Se analisarmos evidências históricas, a questão continua a ser uma possibilidade aberta.

  1. O mal impede a existência de um Deus Bom

Só o Deus da Escritura permite que o mal seja um problema em primeiro lugar. Se o mal existe, presume uma bondade e liberdade originais que tornam essa escolha má. O problema do mal é, na verdade, um argumento para o cristianismo. O mal, como uma escolha que tem consequências reais, não pode ser explicado sem Deus. Erradamente, muitas pessoas assumem que, se Deus é bom, não deve haver maldade no mundo. E, no entanto, isso pressupõe que, como criaturas finitas, poderíamos conhecer os propósitos de Deus. Se tal Deus existe, existem prováveis ​​razões pelas quais Ele permite o mal que não podemos compreender completamente.

  1. O cristianismo é irracional e pouco razoável

Geralmente, a fé é erradamente percebida como um salto no escuro, irracional e imaginário. No entanto, historicamente, o cristianismo tem visto três aspectos da fé: conhecimento, concordância e confiança. A fé é baseada em eventos históricos reais que são explicações racionais da realidade. A fé concorda com a confiabilidade do Deus falante. Essas explicações podem não ser vistas a olho nu, mas isso não significa que elas são irracionais. Em vez disso, a revelação das Escrituras revela um Deus racional, e, mais importante, um Deus bom que salva pecadores.

  1. Não há provas para a ressurreição.

Erradamente, muitas pessoas assumem que não há evidências reais para a ressurreição de Jesus. No entanto, isso é incorrecto. As mulheres que encontraram um túmulo vazio atestaram a ressurreição de Cristo. Centenas de testemunhas em torno de Jerusalém viram o Senhor ressuscitado e podiam ser questionadas. As autoridades hostis entre os judeus e romanos atestaram o seu túmulo vazio e os seus milagres. De acordo com muitos estudiosos, os relatos evangélicos continuam a ser a melhor explicação do túmulo vazio, a par com a transformação dos apóstolos e a existência da igreja primitiva.

  1. A ciência e a fé são incompatíveis.

A ciência não pode existir sem os pressupostos de uma criação estável, com significado, propósito ou leis da natureza para a governar. Sem os pressupostos provocados pelo cristianismo, a ciência moderna não teria qualquer fundamento. Se a natureza fosse inerentemente egoísta e motivada apenas pela sobrevivência, e não pela entrega da vida, a estabilidade das leis naturais seria incognoscível. A própria natureza seria uma decepção em movimento. Não teríamos a capacidade de perceber tal realidade se existisse.

"A ciência baseia-se no pressuposto de que o universo é completamente racional e lógico em todos os níveis", escreve Paul Davies. "Os ateus afirmam que as leis [da natureza] existem sem razão e que o universo é finalmente absurdo. Como cientista, acho difícil aceitar isso. Deve haver um terreno racional imutável em que a natureza lógica e ordenada do universo está enraizada "(Russell Stannard, Deus para o século 21 [Templeton Foundation Press, 2000], 12). Muitos cientistas hoje vêem essa racionalidade — que muitas pessoas desejam descontar como superstição. A evidência aponta para algo como um Criador infinito e para uma crença nEle.

A fé no que deve ser (ou seja, Deus) para que o mundo exista, é realmente racional. A ciência não encontrou evidências que impedissem a crença em Deus, os milagres ou a ressurreição de Jesus. Tais campos estão fora da competência da ciência e da sua metodologia. A fé não é incompatível com as evidências. Todo o mundo tem que acreditar numa hipótese sobre onde as provas convincentes os conduzem. Tais crenças básicas são os blocos de construção da compreensão das leis da natureza. As leis da natureza, portanto, representam um problema para ateus e materialistas, mas não para os teístas.

 

Adaptado de:

— Timothy W. Massaro

 

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Sabes qual é esta parábola?

Há uma parábola na Bíblia, contada por Jesus, que se fosse contada nos nossos dias seria mais ou menos assim:

 

Num domingo de manhã, num dia de calor sufocante, uma família desgrenhada, visivelmente desleixada, estava desamparada e obviamente aflita na berma de uma auto-estrada.

A mãe estava sentada numa mala velha e surrada, despenteada, com a roupa toda amarrotada e com um olhar vítreo segurando nos seus braços um bebé mal-cheiroso, quase nu e que chorava convulsivamente. O pai estava com a barba por desfazer, usava um fato de macaco cheio de nódoas e tinha um olhar desesperado enquanto tentava segurar outras duas crianças. Ao lado deles, via-se um automóvel a cair de podre e que acabara de dar o último suspiro. 

 

Pela estrada fora, a caminho da igreja, veio um automóvel, guiado pelo pastor da igreja local. E, embora o pai da família fizesse sinais frenéticos, o pastor não poderia deixar os membros da sua igreja à espera, de modo que fingiu não ver a família.

 

Logo a seguir, veio outro automóvel, e mais uma vez o pai acenou freneticamente. Mas o condutor era presidente do clube dos comerciantes do local e estava atrasado para um reunião com os presidentes de outros clubes, numa cidade próxima. Ele também agiu como se não os tivesse visto, e manteve os olhos fito na estrada à sua frente.

 

Aproximou-se outro carro, conduzido pelo ateu local, que não media palavras contra  a religião e nunca pusera os pés numa igreja, em toda a sua vida. Quando viu a aflição da família, parou, mandou-os entrar, levou-os para o hotel local e pagou uma semana de estadia enquanto o pai procurasse um emprego. Além disso, pagou as despesas do aluguer de um carro para o pai poder procurar trabalho e deu dinheiro à mãe para comprar alimentos e roupa nova para toda a família. 

 

QUAL É A PARÁBOLA? 

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Do livro: "Entendes o que lês?", págs. 192-193

Gordon D. Fee & Douglas Stuart, 3ª Edição revista e actualizada

Só as mulheres engravidam. Ponto.

«Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos.»

_ Romanos 1:22

 

Como é que um cristão pode ficar em silêncio perante esta loucura?

«Mulheres grávidas não podem ser tratadas como "mães", tudo em nome da chamada 'inclusão'. Só de doidos!»

 

"A large majority of people that have been pregnant or have given birth identify as women. We can include intersex men and transmen who may get pregnant by saying ‘pregnant people’ instead of ‘expectant mothers’."
"A guide to effective communication: inclusive language in the workplace", da British Medical Association

 

Ou, em Português:

"Uma grande maioria das pessoas que estiveram grávidas ou deram à luz identificam-se como mulheres. Podemos incluir homens, bissexuais ou transgénero que podem ficar grávid...s dizendo "grávidas" em vez de "mães grávidas".
"Um guia para uma comunicação eficaz: linguagem inclusiva no local de trabalho", da British Medical Association

 

RIDÍCULO!!!! IDENTIFICAM-SE COMO???
Só as MULHERES engravidam, só ELAS podem ficar grávidas, só ELAS PODEM SER MÃES! Foi a ELAS, às MULHERES, que Deus criou com condições para engravidar e desenvolver seres humanos no seu ventre. Hormonas artificiais ou operação plástica alguma podem fazer com que um homem fique grávido, ou que uma mulher produza espermatozóides. Se há algum "homem" grávido é porque nasceu MULHER e se rejeitou a si mesmo como tal a ponto de tentar adulterar a sua natureza artificialmente, mas cirurgião algum pode fazer homens ou mulheres com um bisturi. Por fora, à vista dos outros pode parecer um homem (ilusão de óptica), mas nasceu MULHER e é esse facto, o aparelho reprodutor com o qual nasceu, que lhe permite ficar GRÁVIDA. Gatos, cães, porcos, carneiros [machos], não ficam grávidos; gatas, cadelas, porcas e ovelhas [fêmeas] ficam. HOMENS podem ser PAIS e MULHERES podem ser MÃES. Ponto. Sociedade ou médico algum podem alterar isso.
DEUS CRIOU HOMEM E MULHER.
Portanto, ainda que tenha barba, pêlos no peito e aspecto de homem, SE ESTIVER GRÁVIDA É MULHER!!!!!

«Não tendes lido que aquele [Deus] que os fez no princípio macho e fêmea os fez,» _ Jesus, em Mateus 19:4.

 

Maria Helena Costa

Foto de Maria Helena Costa.

10 tipos de homem com quem uma mulher cristã não deve casar-se

A minha esposa e eu criámos quatro filhas – sem espingardas em casa – e três delas já se casaram.

Nós amamos os nossos genros, e é óbvio que Deus escolheu a dedo cada um deles para combinar com os temperamentos e personalidades das nossas filhas. Eu sempre achei que Deus gosta de agir como “casamenteiro”. Se Ele pôde fazer isso pelas minhas filhas, Ele pode fazê-lo por si. Hoje, eu conheço muitas amigas solteiras que gostariam bastante de encontrar o cara certo. Algumas dizem-me que as opções são escassas nas suas igrejas, então, estão a aventurar-se no mundo dos encontros online. Outras desistem em desespero, imaginando se ainda resta algum cristão decente por aí. Elas começam a questionar se deveriam baixar os seus padrões para encontrar um par. O meu conselho permanece: não se conforme com menos do que o melhor de Deus. Muitas cristãs decidiram-se por  um Ismael porque a impaciência as empurrou para um casamento infeliz. Por favor, aceite o meu conselho paternal: você está muito melhor solteira do que com o homem errado!

Falando de “homens errados”, aqui estão os 10 tipos principais de homens que você deveria evitar ao procurar por um marido:

 

1. O incrédulo. Por favor, escreva 2 Coríntios 6.14 num post-it e cole-o no seu computador do trabalho. O texto diz: “Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?”.. Essa não é uma regra religiosa antiquada. É a Palavra de Deus para si hoje.

Não permita que o charme, a aparência ou sucesso financeiro de um homem (ou a disposição dele de ir à igreja consigo) a leve a comprometer o que você sabe que é certo. “Namoro missionário” nunca é uma estratégia sábia. Se o rapaz não é um cristão regenerado, risque-o da sua lista. Ele não é o homem certo para si. Ainda estou para encontrar uma mulher cristã que não se arrependeu de se casar com um incrédulo.

 

2. O mentiroso. Se você descobrir que o homem com quem você namora tem mentido sobre o passado, ou que está sempre a cobrir os seus rastos para esconder segredos de si, fuja para a saída mais próxima. O casamento deve ser construído sobre um fundamento de confiança. Se ele não pode ser confiável, termine agora antes que ele te cause uma decepção ainda maior.

 

3. O playboy. Eu queria poder dizer que se você encontra um cara legal na igreja, pode assumir que ele vive em pureza sexual. Mas esse não é o caso hoje. Tenho ouvido histórias tenebrosas sobre solteiros que servem no ministério da música ao domingo, mas que agem como Casanovas durante a semana. Se você se casa com alguém que estava a "dormir" por aí antes do seu casamento, pode ter a certeza de que ele estará a "dormir" por aí depois do casamento.

 

4. O caloteiro. Há muitos cristãos firmes que experimentaram o fracasso conjugal há anos atrás. Desde o divórcio, eles vêm experimentando a restauração do Espírito Santo e, agora, desejam casar-se novamente. Segundos casamentos podem ser muito felizes. Mas se você descobre que o homem com quem namora não tem cuidado dos seus filhos do casamento anterior, uma falha imensa foi exposta. Qualquer homem que não paga pelos seus erros do passado e não sustenta os filhos de um casamento anterior, não a tratará com responsabilidade.

 

5. O viciado. Homens de igreja que têm vícios com álcool ou drogas aprendem a esconder os seus problemas – mas você não quer esperar até à sua lua-de-mel para descobrir que ele é um bêbado. Nunca se case com um homem que se recusa a pedir ajuda para o seu vício. Insista para que ele procure ajuda profissional, e afaste-se. E não entre num relacionamento co-dependente em que ele afirma que precisa de si para ficar sóbrio. Você não pode consertá-lo.

 

6. O malandro.  Eu tenho uma amiga que depois de se casar com o namorado percebeu que ele não tinha planos de arrumar um emprego fixo. Ele tinha elaborado uma óptima estratégia: ficaria em casa o dia todo a jogar jogos no computador, enquanto a sua esposa trabalhadora labutava e pagava as contas. O apóstolo Paulo disse aos tessalonicenses: “Se alguém não quiser trabalhar, não coma também.” (2 Ts 3.10) A mesma regra aplica-se aqui: se um homem não quer trabalhar, não merece casar consigo.

 

7. O narcisista. Eu espero sinceramente que você encontre um rapaz bonito. Mas, seja cuidadosa: se o seu namorado gasta seis horas por dia na academia e regularmente posta fotos dos seus bíceps no Facebook, você tem um problema. Não se apaixone por um cara egocêntrico.  Ele pode ser bonito, mas um homem que está apaixonado pela sua própria aparência e centrado nas suas próprias necessidades, jamais conseguirá amá-la sacrificialmente, como Cristo ama a igreja (Ef 5.25). O homem que está sempre a ver-se no espelho nunca perceberá você.

 

8. O abusador. Homens com tendências abusivas não conseguem controlar a sua raiva quando a situação se complica. Se o rapaz que você namora tem a tendência de perder as estribeiras, consigo ou com outros, não fique tentada a racionalizar o seu comportamento. Ele tem um problema e, se você se casar com ele, terá de navegar por esse campo minado todos os dias evitando desencadear outra explosão.  Homens irritados magoam as mulheres – verbal e, às vezes, fisicamente. Procure um homem que seja gentil.

 

9. O menino-da-mamã. Pode chamar-me de antiquado, mas eu suspeito de alguém de 35 anos que vive com os seus pais. Se a mãe ainda está a fazer a comida, a limpeza e a passar a roupa dele, pode ter certeza de que ele está parado no tempo. Você está a pedir problemas se acha que pode ser esposa de um cara que não cresceu. Recue e, como amiga, encoraje-o a encontrar um mentor que possa ajudá-lo a amadurecer.

 

10. O controlador. Alguns cristãos pensam que o casamento trata de superioridade masculina. Eles podem citar a Escritura e soar super-espirituais, mas, por trás da fachada de autoridade há uma profunda insegurança e orgulho que podem transformar-se em abuso espiritual. 1Pedro 3.7 manda que os maridos tratem as suas esposas como semelhantes. Se o homem com quem você namora a rebaixa, faz comentários degradantes sobre outras mulheres ou parece esmagar os seus dons espirituais, recue agora. O poder subiu-lhe à cabeça. Mulheres que casam com controladores religiosos frequentemente terminam num pesadelo de depressão.

Se você é uma mulher de Deus, não venda a sua primogenitura espiritual casando-se com um rapaz que não a merece. A melhor decisão que você pode tomar na vida é esperar por um homem que se entregou realmente a Jesus.

 

por J. Lee Grady

http://reforma21.org/artigos/10-homens-com-quem-uma-mulher-crista-nao-deve-casar-se.html

 

10-homens-com-quem-uma-mulher-cristã-não-deve-ca

 

Para reflectir no "Dia dos namorados"...

Hoje, a noção de amor que o mundo tem é totalmente alheia ao verdadeiro amor que tem em Deus a sua fonte.

O casamento, instituição divina e não humana, é o "lugar" onde o amor sacrificial deve ser exercido. O casamento é o meio pelo qual somos chamados a amar alguém além de nós mesmos, a amar quando tudo vai bem e quando tudo vai mal, a amar «como Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela,» (Efésios 5:25)

Num mundo em que o divórcio é o pão-nosso-de-cada-dia e no qual as pessoas são tão descartáveis como as embalagens de fast food, é sempre mais fácil «largar quem não nos agarra» do que amar sacrificialmente outra pessoa além de nós. Sem Deus no centro, sem o conhecimento de que Ele, e só Ele, pode satisfazer todas as nossas necessidades, colocamos sobre a pessoa que dizemos amar uma carga tão pesada que, fatalmente, destruirá o relacionamento que assenta no nosso egocentrismo e nas expectativas com as quais sobrecarregamos a outra pessoa. O verdadeiro amor, é um mandamento e um sentimento tão sublimes, que não depende da performance do outro. O verdadeiro amor depende sempre da performance de quem ama e, como diz o apóstolo Paulo: «O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor nunca falha; [...]» (1 Coríntios 13:4-8) 

 

O que dizer de uma declaração de "amor" como esta:

«EU te escolhi. EU te escolhi para ser o amor da MINHA vida, o MEU REFÚGIO, o MEU ALICERCE e A SOLUÇÃO DE TUDO. EU te escolhi porque em você EU ENCONTREI TUDO O QUE EU PRECISO. EU te escolhi porque EU vi em você algo que EU não vi em mais ninguém, EU te escolhi porque EU te QUERO na minha vida até o meu coração parar de bater. EU te escolhi porque QUERO ficar velhinha do teu lado, cuidar de você quando tiver problemas e quando já não formos mais tão saudáveis. EU te escolhi porque EU te amo. Amo como nunca amei outra pessoa antes. E EU te escolheria mais mil vezes, se fosse necessário.»?

No mínimo que é toda ela centrada no "eu". Ignora completamente a realidade de que cada pessoa que se casa traz a sua própria bagagem _ experiências boas e más, dores, traumas, feridas, tristezas e alegrias _  e, acredito, o desejo de que o outro o ame, apoie e compreenda. Nenhum ser humano consegue ser o alicerce de outro ser humano. Nenhum ser humano pode ser a solução de tudo. E nem sempre o marido ou a esposa é o refúgio de que precisamos... Toda a "declaração de amor" que lemos acima aponta para o EU, para  a satisfação do EGO, e, só no fim, como recompensa pela satisfação completa que espera do objecto do seu "amor", se coloca a hipótese de cuidar de quem tanto lhe deu quando já não forem [ambos] tão jovens e tão saudáveis. 

Resultado: Como o objecto do qual esperamos TUDO não é Deus, mas apenas o nosso deus _ um ídolo que criámos e no qual depositamos todas as nossas expectativas _ TUDO vai ruir. A desilusão é sempre a consequência de depositarmos nas pessoas aquilo que só Deus pode suprir. Amar, não é esperar que todos os nossos desejos, anseios e expectativas sejam satisfeitos pelo objecto do nosso amor. Amar, é dar tudo de nós sem esperar nada em troca.

O casamento, no qual existe amor verdadeiro obedece ao mandamento bíblico: «Vós, mulheres, sujeitai-vos a vossos maridos, como ao Senhor; porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo. De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seus maridos. Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, [...] Assim devem os maridos amar as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo.» (Efésios 5:22-25,28)

 

Fácil? Não. Muito pelo contrário. 

Mas... é possível quando entendemos que "amar" é muito mais do que um sentimento e que só amaremos de verdade quando tudo o que desejarmos for a felicidade do objecto do nosso amor. 

 

Maria Helena Costa

 

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Convite

Para quê buscar a verdade se alguém já decidiu tudo por eles?
As duas mentiras mais (mal)ditas neste país à beira mar plantado, afirmam: “De religião e de clube de futebol, ninguém muda!”, e: “Religião não se discute!”
Levadas a sério, estas mentiras são um combustível altamente inflamável para alimentar a cultura de ignorância que tantas almas tem ganho para o inferno, e tanta riqueza tem proporcionado à instituição ICAR [Igreja Católica Apostólica Romana].

 

Saiba mais:

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Se eu conseguisse...

Se eu conseguisse isto... Se conseguisse realizar o meu sonho de sempre... se...
 
 
«E alguns dias depois entrou outra vez em Cafarnaum, e soube-se que estava em casa.
E logo se ajuntaram tantos, que nem ainda nos lugares junto à porta cabiam; e anunciava-lhes a palavra.
E vieram ter com ele conduzindo um paralítico, trazido por quatro.
E, não podendo aproximar-se dele, por causa da multidão, descobriram o telhado onde estava, e, fazendo um buraco, baixaram o leito em que jazia o paralítico.
E Jesus, vendo a fé deles, disse ao paralítico: Filho, perdoados estão os teus pecados.» (Marcos 2:1-5)
 
 
"A Bíblia diz que o nosso maior problema é que todos nós construímos a nossa identidade sobre qualquer coisa menos Jesus. Pode ser a nossa carreira ou mesmo algum relacionamento _ ou até mesmo a cura da doença _ , mas estamos sempre a dizer: 'Se conseguisse isso, realizaria o meu grande sonho e, então, tudo o mais ficaria bem'. E sonhamos que aquilo poderá salvar-nos do esquecimento, da desilusão, da mediocridade. Fazemos desse desejo o nosso salvador. Ninguém usa essa palavra, evidentemente, mas na prática é isso que acontece. E se nunca conseguimos realizar esse desejo, ficamos com raiva e sentimos-nos vazios, infelizes. Todavia, se conseguirmos realiza-lo, acabaremos por nos sentir ainda mais vazios, mais infelizes. Isso acontece porque distorcemos o nosso grande sonho ao fazer dele o nosso salvador, e quando finalmente conseguimos realiza-lo, ele volta-se contra nós.
Jesus diz: 'Veja bem, se você me tiver, eu realiza-lo-ei de verdade, e mesmo que você falhe, eu sempre o perdoarei. Eu sou o único Salvador capaz de fazer isso. 'Mas isso é algo tão difícil de perceber. Muitos começam buscando a Deus, indo à igreja, por causa de problemas. Ali, pedem que Deus lhes dê um empurrãozinho para que possam voltar a tentar salvar-se, a tentar realizar o seu grande sonho. O problema é que estão à procura de um salvador que não é Jesus.Quase sempre quando, pela primeira vez, eles vão até Jesus e dizem: 'Este é o meu maior sonho', Ele responde-lhes que precisam ir mais fundo do que isso. [...] Veja bem, o problema não era o nosso mais profundo desejo, assim como não era errado que o paralítico quisesse andar, ou que alguém queira ser uma celebridade e ter sucesso [...] O facto de pensarmos que a realização do nosso mais profundo desejo iria curar-nos, salvar-nos - esse sim era o verdadeiro problema. Tivemos que permitir que o nosso Salvador fosse Jesus."
 
Timothy Keller
A Cruz do Rei, págs. 49 e 51

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Onde está Deus quando as tragédias acontecem?

Hoje, muitos daqueles que se dizem cristãos chamam às tragédias naturais, e não só, «coisas terríveis que apanharam Deus desprevenido» e dão às calamidades que se abatem sobre este mundo uma conotação mística e totalmente fora do controle de Deus. A culpa é sempre do Diabo, dos demónios, dos poderes deste mundo, e não consequência do pecado e da desobediência do ser humano a Deus.
Ridicularizamos Deus quando insinuamos que Ele não está no perfeito controle de tudo o que acontece neste mundo! Diminuímos a Sua soberania e o seu poder quando insinuamos que Ele nada pode fazer para evitar as tragédias que se abatem sobre a humanidade. Há muitos, muitos anos, Malagrida foi condenado à pena de garrote e de fogueira, realizando-se o suplício no auto de fé de 21 de Setembro de 1761 porque se atreveu a atribuir o Terramoto de Lisboa, 1755, ao castigo de Deus.
 
Pergunto:
— Deus foi apanhado de surpresa? Ou o pecado que corria desenfreado atraiu o juízo divino?
— Quantas vezes, na Bíblia, é que o pecado do povo levou Deus a enviar grandes calamidades sobre a terra?
— O dilúvio foi enviado por quem? Porquê?
 
 
Infelizmente, ao contrário do ensino, das promessas e da esperança que encontramos na Palavra de Deus, toda a nossa esperança parece concentrada nesta vida e neste mundo. A morte, que só entrou no mundo por causa do pecado, é algo que nos leva a perceber a nossa insignificância, fragilidade e a nossa incapacidade de sequer planear o dia de amanhã com a certeza de que estaremos vivos... Odiamos saber que não temos controle sobre nada e odiamos sofrer. Não, não me passa pela cabeça criticar quem chora os seus mortos! Deus me livre de tal coisa. Jesus chorou a morte de Lázaro e sabia que o ressuscitaria dali a momentos.
 
A morte é algo terrível e que provoca uma dor imensa porque é consequência do pecado de Adão, mas ela é também o único meio de irmos para junto daquEle que nos foi preparar um lugar e que nos provou que há vida abundante depois da morte — vida eterna e plena de gozo, alegria e paz na Sua presença. Nós, cristãos, somos peregrinos nesta terra e só estaremos na nossa Pátria após a morte deste corpo que, um dia, será ressuscitado e se juntará ao espírito que já está com o Pai, na glória.
 
Num mundo que quer a todo o custo tirar Deus da criação para não ter que Lhe prestar contas, e que aprova diariamente leis que Deus abomina e que suscitam a Sua ira, convém olharmos para a Escritura e perceber que: «do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça.» (Romanos 1:18).  
 
Jesus nunca ensinou que o Diabo fazia as tragédias acontecer à revelia de Deus. Ele jamais deu uma conotação mística aos males do corpo e às calamidades e tragédias que vieram sobre os homens, mas, ao contrário desta geração de cristãos, Ele afirmou que esses eram os desígnios e/ou juízos Divinos.
 
Em Lucas 31:1-5, Jesus lemos: «Ora, naquele mesmo tempo estavam presentes alguns que lhe falavam dos galileus cujo sangue Pilatos misturara com os sacrifícios deles. Respondeu-lhes Jesus: Pensais vós que esses foram maiores pecadores do que todos os galileus, por terem padecido tais coisas? Não, eu vos digo; antes, se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis. Ou pensais que aqueles dezoito, sobre os quais caiu a torre de Siloé e os matou, foram mais culpados do que todos os outros habitantes de Jerusalém? Não, eu vos digo; antes, se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis.»
 
Em João 9:1-3, lemos: «E passando Jesus, viu um homem cego de nascença. Perguntaram-lhe os seus discípulos: Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? Respondeu Jesus: Nem ele pecou nem seus pais; mas foi para que nele se manifestem as obras de Deus.».
 
Como filha de Deus, como cristã, prefiro crer num Deus Todo-Poderoso e Soberano que está no pleno controle da Sua criação — céus, terra e mares — do que acreditar que os humores do nosso adversário, Satanás, ou a própria natureza, à revelia do Criador, O podem apanhar distraído e frustrar os Seus desígnios matando os seus filhos e as suas criaturas sem que Ele nada possa fazer para o evitar. Eu creio no Deus de Jó:
 
«Com ele está a sabedoria e a força; conselho e entendimento tem.
Eis que ele derruba, e ninguém há que edifique; prende um homem, e ninguém há que o solte.
Eis que ele retém as águas, e elas secam; e solta-as, e elas transtornam a terra.
Com ele está a força e a sabedoria; seu é o que erra e o que o faz errar.
Aos conselheiros leva despojados, e aos juízes faz desvairar.
Solta a autoridade dos reis, e ata o cinto aos seus lombos.
Aos sacerdotes leva despojados, aos poderosos transtorna.
Aos acreditados tira a fala, e tira o entendimento aos anciãos.
Derrama desprezo sobre os príncipes, e afrouxa o cinto dos fortes.
Das trevas descobre coisas profundas, e traz à luz a sombra da morte.
Multiplica as nações e as faz perecer; dispersa as nações, e de novo as reconduz.
Tira o entendimento aos chefes dos povos da terra, e os faz vaguear pelos desertos, sem caminho.
Nas trevas andam às apalpadelas, sem terem luz, e os faz desatinar como ébrios.»
Jó 12:13-25
 
Maria Helena Costa

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Concordata vs Estado Laico

A nível nacional

 

Portugal é visto, por grande parte da população portuguesa, como um país laico, ou seja, um país que não está sujeito a qualquer tipo de governo de domínio religioso. Sendo um país democrático, onde há igualdade entre todos os cidadãos e cidadãs, todas as pessoas têm o direito a exercer a sua religião livremente e nenhum grupo religioso pode ser beneficiado, pelo Estado, em relação aos outros. Todas as religiões estão em pé de igualdade, pelo menos segundo consta a Constituição no ponto 4. do Artigo 41º, ao referir que “As igrejas e outras comunidades religiosas estão separadas do Estado e são livres na sua organização e no exercício das suas funções e do culto.”.


Acontece que, em 7 de maio de 1940, foi celebrada a Concordata Católica entre a Santa Sé e a República Portuguesa, estando claro, no início da mesma, que um dos objetivos é a “evolução das suas relações [da Igreja] com a comunidade política”, ou seja, o interesse da religião em influenciar, de certa forma, nas decisões do Estado. No ponto 1. do Artigo 1º, diz a Concordata que “A Santa Sé e a República Portuguesa declaram o empenho do Estado e da Igreja Católica na cooperação para a promoção da dignidade da pessoa humana, da justiça e da paz.” e no ponto 3. que “A República Portuguesa reconhece a personalidade jurídica da Igreja Católica.”. Num Estado verdadeiramente laico, isto não pode acontecer. O Estado tem que estar completamente isento da influência de qualquer tipo de religião.


A Concordata está repleta de exigências e, muitas delas, vão contra os direitos promulgados na Constituição Portuguesa. O simples facto de a Concordata apenas priveligiar o povo católico em relação à restante população, já vai contra um dos artigos expressos na Constituição Portuguesa.
No ponto 2. do Artigo 13º, diz a Constituição que Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual.”. Mas, isto não acontece, dado que a Concordata, no fundo, acaba por ter mais poder sobre a Constituição e, na Concordata, há privilégios e benefícios que a Constituição condena.


A realidade, em Portugal, e que muitas pessoas não sabem porque é uma forma de discriminação religiosa bastante subtil que só quem pratica outra religião que não a Católica sente, é que nem todas as religiões têm total liberdade para se expressarem publicamente, por exemplo. Qualquer religião, exceto a Católica, que queira manifestar-se publicamente, terá que recorrer às autoridades da região, pedir licença para realizar a prática religiosa em público e as dificuldades em terem aceitação são bastante grandes e muitas vezes essas pessoas chegam a ser impedidas.

As autoridades, ao fazerem a expressão pública depender do tipo de religião que é, violam o ponto 3. do Artigo 41º que diz que Ninguém pode ser perguntado por qualquer autoridade acerca das suas convicções ou prática religiosa, salvo para recolha de dados estatísticos não individualmente identificáveis, nem ser prejudicado por se recusar a responder.”
Na verdade, apenas a religião Católica está autorizada a manifestar-se em público sem correr o risco de ser impedida. Têm liberdade ao ponto de conseguirem fechar estradas para passarem uma procissão, por exemplo. Isso acontece porque a Concordata assim o exige. No ponto 4. do Artigo 2º, diz a mesma que “É reconhecida à Igreja Católica, aos seus fiéis e às pessoas jurídicas que se constituam nos termos do direito canónico a liberdade religiosa, nomeadamente nos domínios da consciência, culto, reunião, associação, expressão pública, ensino e acção caritativa.”.


É uma violação clara da liberdade religiosa. É uma forma de discriminação que, apesar de não ser tão notória, é real e mancha a laicidade que o Estado manifesta ter. É a trangressão do ponto 2. do Artigo 18º que diz que A lei só pode restringir os direitos, liberdades e garantias nos casos expressamente previstos na Constituição, devendo as restrições limitar-se ao necessário para salvaguardar outros direitos ou interesses constitucionalmente protegidos.”.

 

A nível histórico e geral

A imagem mais clara da violação da laicidade é um Estado teocrata, ou seja, o país é governado por uma religião em específico.
Ao longo da História, ficou mais que provado que governos teocratas só trouxeram prejuízo para as suas populações. Mesmo na atualidade, temos locais governados por uma teocracia.
O mais conhecido, por causa das tragédias que acontecem todos os dias, é o Médio Oriente, governado pela religião islâmica. Bem ou mal interpretado, o Corão é a base da lei dos países desta região e, qualquer um que não se enquadre ou que se desvie das regras lá estipuladas, ou é torturado até se arrepender ou então é condenado à morte.
Outro exemplo, que aconteceu há, mais ou menos, 6 séculos atrás, e que ainda tem uma influência enorme na mentalidade de muitas pessoas atualmente, foi a época da Idade Média, onde grande parte da Europa foi governada pela Igreja Católica. Toda a gente, praticamente, já ouviu falar da Inquisição, por exemplo. Qualquer tipo de pessoa que se desviasse dos preceitos estipulados pelo governo religioso daquela época não escapava à perseguição, à tortura, nem à morte.
E houve também países, como os Países Baixos, a Alemanha e a Suiça, por exemplo, que foram, por um determinado momento da História, governados pelo Protestantismo e que, mesmo o impacto tendo sido menor em comparação com as outras situações já referidas, houve perseguição, tortura e morte de qualquer tipo de opositor à ideologia em vigor no governo.
Estes são alguns dos exemplos mais trágicos que há de um governo teocrata, não laico.
Depois, existem, atualmente, locais onde há discriminação religiosa devido ao facto de a religião, tal como aqui em Portugal, ter uma certa influência nos governos que se dizem laicos: o Vaticano, dominado pela Igreja Católica; a Inglaterra, dominada pelo Anglicanismo, entre outros. E, nestes locais, acontece o mesmo que aqui em Portugal. A liberdade para as minorias religiosas se exprimirem é bastante limitada, enquanto que a religião que está em maioria tem mais privilégios.

É verdade que há sitíos que tiveram na base da sua fundação uma religião, mas isso não é motivo para impedir que o Estado seja laico. Um grande exemplo disso é Israel. Um país que teve na sua base de origem a religião judaica e que, hoje, apesar da maioria da população ser de religião judaica, não discrimina as outras religiões, dando-lhes total liberdade. A religião não tem influência no Estado de Israel apesar do Presidente e de grande parte do povo israelita serem judeus.
O maior exemplo de Estado laico, mesmo tendo sido grandemente influenciado por valores cristãos, são os Estados Unidos da América. A liberdade religiosa é para todas as pessoas e não só para uma religião. Todos os valores religiosos são respeitados e não só aqueles que estiveram na base da origem do país.

No caso de Portugal, deveria acontecer o mesmo. Mesmo este país tendo tido grande influência Católica e mesmo os seus fundadores tendo sido católicos, isso em nada deveria impedir o país de ser totalmente laico. O único erro cometido foi a assinatura da Concordata que atribui ao catolicismo uma posição mais elevada que o resto das religiões existentes. Portugal foi completamente laico na época da Primeira República, onde foram até tomadas medidas, por parte do governo, para tirar a Igreja Católica do patamar em que se encontrava e para colocar toda a população em pé de igualdade, independentemente da fé que professasse.
Por estes motivos referidos é que Portugal seria totalmente laico se não estivesse sujeito a uma Concordata. Enquanto este documento prevalecer contra a Constituição Portuguesa, a discriminação religiosa continuará a existir e não haverá igualdade entre todas as pessoas. Essa igualdade plena continuará dependente de uma religião.

 

Autor: Pedro Miguel Salazar

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