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Peregrina neste mundo

Sou peregrina na terra; não escondas de mim os teus mandamentos. Salmos 119:19

Peregrina neste mundo

Sou peregrina na terra; não escondas de mim os teus mandamentos. Salmos 119:19

E se fosse consigo? — Crianças vítimas de maus-tratos

Na segunda feira, a SIC ofereceu-nos mais um programa "E se fosse consigo?" cujo tema foi "Crianças vítimas de maus tratos".

Lamentavelmente, mais uma vez, se misturaram alhos com bugalhos. 

Por um lado, vimos um mãe de cabeça perdida com a filha desobediente que, do meu ponto de vista, só precisava mesmo de uma palmada bem dada em vez de tanta gritaria, ameaças e insultos que nada resolvem. Humilhar e insultar as crianças, em público ou em privado, não é sequer uma forma correcta de educar. Por outro lado, misturaram-se situações de abandono e maus tratos infantis continuados, que devem ser punidos judicialmente, com uma situação de desobediência de uma criança e a mãe de cabeça perdida aos berros no meio da rua.

As situações abordadas eram simplesmente incomparáveis... 

No fim, ouvimos as crianças a dizer que não queriam ser corrigidas, repreendidas, ouvir um berro ou levar umas palmadas... Crianças que foram maltratadas e até abandonadas... Enfim, mais uma vez o programa desinformou mais do que informou.

No meu livro "Crianças Entregues a Si Mesmas — O que estão a ensinar aos nossos filhos?", abordo o assunto da palmada e da necessidade de corrigir eficazmente os nossos filhos. Como mãe de três filhos (um no primeiro ano da Universidade e dois já adultos e independentes), falo sobre o assunto tal e qual como o vejo e como Deus nos ensina a vê-lo. Eis um excerto:

 

"BATER, RESOLVE OU NÃO?


Em 196 países, apenas 43 consideram ilegal bater nas crianças. Portugal implementou esta lei em 2007, o ano em que Espanha, Holanda, Nova Zelândia, Venezuela, Togo e Uruguai decidiram fazer o mesmo.
Para que os pais sejam punidos basta serem denunciados pelos “agredidos” ou apanhados em flagrante delito. A lei foi promulgada e determina: pais, familiares, responsáveis e agentes públicos executores de medidas socio-educativas que usem o castigo corporal como medida correctiva, devem receber encaminhamento para um programa oficial ou comunitário de protecção à família, tratamento psicológico ou psiquiátrico, e advertência. A Lei também prevê a punição, de 1 a 4 anos de prisão, além da perda da posse e guarda da criança, não só para os adultos que espanquem brutalmente os filhos, mas também para aqueles que lhes derem umas “palmadas pedagógicas” ou os agredirem psicologicamente.
Os argumentos favoráveis à lei alegam que ela visa o reconhecimento e a garantia dos direitos humanos de crianças e adolescentes, bem como a extinção de um costume antiquado. Outros argumentos alegam que a violência física não educa as crianças para uma cultura que se pretende ser pacífica e não-violenta. Segundo os seus defensores, a lei da palmada é uma acção que pretende educar as pessoas para que resolvam os seus problemas através do diálogo e da compreensão mútuas, e não por meio de agressões físicas e/ou humilhações.
Os argumentos contrários à lei devem-se, segundo alguns entendidos, à aceitação cultural do castigo físico a crianças e adolescentes pelos pais e responsáveis, sendo que, o principal argumento contra a lei é a rejeição, pelas famílias, da intervenção do Estado em assuntos privados como seja a educação dos filhos dentro de casa.

 

Há muitos equívocos na lei, nos “prós” e nos “contras”.
Maltratar e humilhar não é, nem nunca foi, uma forma correcta e bíblica de educar. Descarregar a raiva e a frustração num ser humano que não se pode defender é cobardia, falta de amor e de respeito.
Concordo totalmente com a lei que pune aqueles que espancam brutalmente os filhos e, certamente, esses pais precisam de acompanhamento psiquiátrico porque só podem estar mentalmente desequilibrados. Mas, castigar de igual forma quem aplica um castigo corporal na hora e na medida certa é meio caminho andado para a anarquia que hoje vemos por aí. Os filhos desobedecem ostensivamente aos pais, não os respeitam e, mais tarde ou mais cedo, muitos acabam por os agredir. O que é que a Palavra de Deus quer dizer quando afirma:


“O que não faz uso da vara odeia seu filho, mas o que o ama, desde cedo o castiga.”? (Provérbios 13:24)

Eu sei que “odiar” soa demasiado forte aos ouvidos modernos. Em hebraico o termo usado é: “sânê”. No livro de Provérbios, é usado 25 vezes para mostrar a atitude daquele que desprezou o conhecimento:

 

“Até quando, ó simples, amareis a simplicidade? E vós escarnecedores, desejareis o escárnio? E vós insensatos, odiareis o conhecimento? [...] Porquanto odiaram o conhecimento; e não preferiram o temor do Senhor.” (Provérbios 1:22, 29)


Daquele que desprezou a disciplina:
“E então digas: Como odiei a correcção! e o meu coração desprezou a repreensão!” (Provérbios 5:12)

 

Da atitude de desprezo e rejeição de Deus para com o pecado:
“Estas seis coisas o Senhor odeia” (Provérbios 6:16)

 

E da atitude do homem piedoso para com o pecado:
“O temor do Senhor é odiar o mal; a soberba e a arrogância, o mau caminho e a boca perversa, eu odeio.” (Provérbios 8:13)

 


Em Provérbios 13:24, o termo “odiar” contrasta com “amar”. Ou seja, o texto diz que quem ama o seu filho tem uma atitude (disciplina-o fisicamente), e quem não faz isso tem um sentimento oposto ao amor — desprezo e ódio.
Eu sei que o leitor está a pensar: “Ó, eu amo o meu filho, não lhe vou bater!”. Ou: “Odiar o meu filho? Eu não lhe bato porque o amo! Como poderia provocar-lhe dor?”.
Essa concepção errada é fruto da cultura actual e não considera, em momento algum, que o próprio Deus, o Pai mais amoroso e misericordioso que existe, nos disciplina através da dor:

 

“[...] Filho meu, não desprezes a correção do Senhor, E não desmaies quando por ele fores repreendido; porque o Senhor corrige o que ama, e açoita a qualquer que recebe por filho.” (Hebreus 12:5-6)


Porém, não é só isso que o sábio Salomão nos ensina sobre o uso da vara:"

 

Leia mais no livro que sairá brevemente: "Crianças entregues a si mesmas" — O que estão a ensinar aos nossos filhos?"

Maria Helena Costa

 

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O meu mundo não é deste reino

Do outro lado da guerra cultural não há voz nem vontade. O comprometimento deixou de ter significado e perdeu poder de convocatória? Não sei, mas a fractura é grande.

 

1. Vigiam-nos. Estão atentos. Estão de serviço. Mobilizados pelo pensamento único, uma nova forma de vida. Nunca se cansam. São ferozes na vigilância, implacáveis na perseguição, sonoros na censura. A nova cartilha e os seus mandamentos não incluem desvios. A nobre arte de debater, a esgrima dos argumentos, a relevância da dúvida, o valor da discordância, estão proibidos pela própria natureza da subversão civilizacional em curso.

Os novos proprietários querem-nos fora de pé, ao largo de nos próprios, cortados pela raiz do que somos e representamos. Querem que nos transfiguremos noutros, atraiçoando o nosso “nós” individual e anestesiando o “nós” colectivo.

Querem-no com ferocidade, não usando de contemplação: o castigo terá apenas o limite da sua própria obscenidade: a intimidação, a denúncia, a manipulação, a mentira, o escárnio público, abater-se-ão sobre os prevaricadores, qual raio ou trovão. A extrema-esquerda, radical de seu nome próprio, é aliás exímia na aplicação destes instrumentos que manuseia com a habilidade ácida do ódio. Temo-lo visto. É preciso licença prévia para pensar e depois dizer alto o que se pensou.

Qualquer “forma mentis” que não encaixe no novo código de conduta está automaticamente banida do seu direito de cidade, privada do oxigénio da liberdade e da vitamínica possibilidade da interrogação e debate. Há uma guerra cultural em curso.

 

 

2. Os novos proprietários das mentes&costumes não valem grande coisa eleitoralmente, nunca governarão sozinhos, o seu número no país é inversamente proporcional ao eco mediático que os propaga mas para quem não estiver distraído nada disso tem porém grande importância. Não tem, porque não é disso que se trata. É mais substancial, mais fundo, mais grave. Por isso, eles valem pelo que os deixamos conseguir valer.

Valem pelo aparente êxito com que corroem os alicerces que sustentam o berço civilizacional de onde somos, valem pelo modo como vão calcinando o que conhecemos como nosso mundo. Valem porque exibem o fôlego e a mestria dessa demencial empreitada que é o determinarem-nos: formantando-nos as mentes, anestesiando–nos as reações, domesticando-nos o instinto, incutindo-nos o receio de destoar. De ser expulso do coro onde impuseram uma nota só.

E valem, claro, pela desenvolta segurança de quem se implantou – cá dentro e lá fora — com estratégia e método. Ocupando lugares chaves tão relevantes como a Academia e a Media, convocando a Ciência para o festim, não descurando parte dos sistemas partidários, não esquecendo as representações parlamentares, cuidando da propaganda e do espectáculo. Oficializando enfim um novo mapa cultural e um guia moral (?) desconexos, híbridos, convulsivos, sem raiz. Saídos do nada. Em nome de uma abstrata “culpa ocidental” abatem-se valores, padrões, referências, história, memória (mas saberão eles que não há organização social capaz de vencer sem valores e sem passado?). Abatem-se como árvores, em nome do repúdio pela herança civilizacional recebida. Os novos proprietários exigem-nos numa palavra, que mudemos de pele cultural.

A isto se chama uma guerra.

 

 

3. Lá fora tudo “isto” está em estado de mais adiantada convulsão mas é fraco consolo: algo nos separa – para pior — do resto da Europa democrática e dos Estados de Direito a que gostamos de dizer que pertencemos. Separa-nos uma fractura que agrava a vulnerabilidade da nossa condição face à dimensão da catástrofe: o caminho está livre (ou parece livre) para ela, não há entrave, nem resposta aos novos proprietários. Refiro-mo obviamente a esse imenso espaço (metade do país?) do PS para a direita. Pouco o representa, poucos dele cuidam a não ser partidos exaustos e envelhecidos e meia dúzia de respeitáveis (e resistentes) políticos ou intelectuais. Não há instituições que se reclamem desse espaço, há pouco vigor, são escassas as iniciativas doutrinadoras ou políticas por ele produzidas. A discordância é expressa quase em surdina e desastradamente, e basta pensar na CIP para só citar um exemplo. Quanto à Universidade, faz pagar caro a professores e mestres fora do reduto da esquerda e agora fora do jardim envenenado do pensamento único ou da tirania do politicamente correcto.

Desde 1974 que a “media” ignora, despreza ou suporta mal a “ideia” de direita ou mesmo de centro-direita, troçando ou destruindo os seus líderes e ajudando a acabar com eles, mesmo que o voto os legitime. Ao contrário da Espanha, França, Bélgica, Alemanha, Holanda, e etc., em Portugal nunca se impôs, com substância e carácter definitivo, um jornal ou algo de parecido com um órgão de comunicação social de centro-direita, conservador ou menos conservador. O qual, como sucede nos países citados, funcionaria também como catalizador/produtor de opiniões, ideias, movimentos, debates ideológicos, pensamento político. Mas nem isso: o espaço continua semi-orfão, inorgânico, mal-amado. É um mistério.

A sociedade civil é tão débil quanto isso? As elites tão frágeis? A dependência do Estado tão avassaladora? Há metade do país sem voz nem vontade? O comprometimento deixou de ter significado e perdeu poder de convocatória? Não sei mas a fractura é grande. Do outro lado da guerra cultural em curso há quase só anestesia, mutismo, distração, indiferença. E simpatia até, quem sabe?

Impressiona. Ou não?

 

 

4. Posso parecer um daqueles automobilistas que entram em contra-mão na auto estrada achando que todos os outros estão enganados. Mas, caro leitor, o pior de tudo seria achar que subitamente exibo um fatal pessimismo ou que exagero, ao dizer-lhe que o meu mundo não é deste reino (e o seu, é?). Que me deu para aqui e se calhar acordei mal disposta. Não se iluda. Não conduzo em contra-mão, não estou fora de pé, sempre pude com os inimigos e tenho-me livrado, graças a Deus, dos “amigos”. O que não é mais possível é acordar e constatar que aquilo que na véspera se tinha como normal afinal não é. Por decreto emitido pelos novos proprietários, deixou de ser.

Far-me-ia por isso alguma impressão não ser capaz de contribuir para um alerta vermelho de perigo. Perigo sério, porque isto é a sério.

 

— Maria João Avillez

http://observador.pt/opiniao/o-meu-mundo-nao-e-deste-reino-2/

 

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DEIXAI TODA A ESPERANÇA, VÓS QUE ENTRAIS!

"O MAM alegou não ter nada de "erotização" na performance em que o "artista" Wagner Schwartz é "tocado" (e não "toca") por uma criança de aproximadamente 5 anos; estão certos.

Não há mesmo qualquer "erotização" naquilo, pois trata-se de pura expressão da bestialidade humana. O homem nu, a criança curiosa e a plateia apática estão "despidos" de toda a imaginação simbólica e civilizada para se tornarem nada mais nada menos do que pedaços de carnes despersonalizados; paradoxalmente a partir do que há de mais íntimo. Nem os mortos são velados assim — nus.

O nu é exposto dessa maneira apenas em aulas de anatomia ou naquelas imagens de judeus empilhados no holocausto. O problema da performance, nesse sentido, é revelar, nela mesma, o pior do ser humano: a sua desumanização. O artista desnudado é o homem desumanizado que arrasta para o não-simbólico a criança e a plateia. Não se trata mesmo de pedofilia, uma desordem sexual, mas de uma doença pior: o niilismo puro e simples. E mais: o niilismo justificado como "arte". O que era para ser esperança acaba de amputar toda a esperança. Na entrada da exposição deveria estar escrito: 


DEIXAI TODA A ESPERANÇA, VÓS QUE ENTRAIS!

 

Pois é disso que se trata, a arte que traz o inferno para o mundo."

 

— Francisco Razzo 

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O Dia Seguinte

Eleições

 

O PSD foi o grande derrotado? 

— Sem dúvida, eu creio que o maior derrotado foi mesmo o Passos Coelho.
Mas o PCP PERDEU 10 autarquias das poucas que tinha e o Bloco não ganhou NENHUMA! Houve mais 2 grandes derrotados! Por mais que a geringonça negue, o povo também mostrou o cartão vermelho aos mentores das leis mais imorais que foram aprovadas pós-geringonça.

 

Não me revejo na geringonça, nem no PS que tantas vezes levou o país ao charco e também fez aprovar leis imorais, mas creio que as eleições abriram um rombo na coligação e nada me deu mais gozo do que ouvir a Catarina Martins reconhecer que não ganhou NENHUMA câmara, apesar de se encostar ao PS para cantar vitória fechando os olhos à derrota clara do Bloco.


Vamos ver se o PS vai continuar a dizer "amém" aos dislates de PCP e Bloco, ou se vai impor-se e não permitir que a ditadura seja reinstaurada neste país que, para vergonha nossa, continua a eleger corruptos para os governar — Isaltino de Morais.
Claro que continuo com a absoluta certeza que daqui a 4 anitos, mais coisa menos coisa, estaremos a pagar o preço desta governação (a Europa já alertou para o aumento da dívida), mas vamos indo e vamos vendo. Quando o PSD voltar a ser eleito para nos tirar da banca rota, lá estarei, mais uma vez, para votar.

 

Até lá, oremos pelos nossos governantes.
E, não nos esqueçamos que os governos são, muitas vezes, o juízo de Deus sobre uma nação.

 

 

Foto de Maria Helena Costa.

Eu ainda coro

"Ficarão eles envergonhados da sua conduta detestável? Não, eles não sentem vergonha alguma, nem mesmo sabem corar. Portanto, cairão entre os que caem; serão humilhados quando eu os castigar", declara o Senhor.
— Jeremias 6:15

 

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As pessoas costumam dizer que o serviço doméstico...

As pessoas costumam dizer que o serviço doméstico da mulher é cansativo. Mas o que não consigo entender nessa afirmação é o duplo sentido que se lhe dá.

Se cansativo significa um trabalho terrivelmente pesado, tenho de admitir que o trabalho doméstico de facto fatiga a mulher, assim como o trabalho de construção ou qualquer outro que se exija atenção cuidadosa, força ou risco, cansaria o homem. 

Mas, se cansativo quer dizer um trabalho que, além de pesado, é insignificante, insosso e de pouca importância para a alma, então eu desisto de entender tal alegação. Não sei o que significam tais palavras. Ser a rainha Elizabeth numa esfera delimitada, tomando decisões sobre vendas, banquetes, trabalhos e feriados; ser Whiteley numa determinada esfera, fornecendo brinquedos, botas, lençóis, tortas e livros; ser Aristóteles numa determinada esfera, ensinando moral, bons modos, teologia e higiene — entendo como isso poderia exaurir a mente, mas definitivamente não consigo imaginar como a poderia estreitar. 

— Como é que ensinar a regra de três às crianças dos outros pode ser uma grande e ampla profissão e ensinar as suas próprias crianças a respeito do universo, uma profissão restrita?

— Como é que ser o mesmo para todos pode ser grandioso, e ser tudo para alguém, algo limitado?

Não pode ser. A função de uma mulher é trabalhosa, mas porque tem uma amplitude colossal e não porque tenha um alcance diminuto. 

 

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Leia aqui:
http://www.femininamulher.com.br/2017/09/mulher-simbolo-do-universal.html