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Peregrina neste mundo

Sou peregrina na terra; não escondas de mim os teus mandamentos. Salmos 119:19

Peregrina neste mundo

Sou peregrina na terra; não escondas de mim os teus mandamentos. Salmos 119:19

Só as mulheres engravidam. Ponto.

«Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos.»

_ Romanos 1:22

 

Como é que um cristão pode ficar em silêncio perante esta loucura?

«Mulheres grávidas não podem ser tratadas como "mães", tudo em nome da chamada 'inclusão'. Só de doidos!»

 

"A large majority of people that have been pregnant or have given birth identify as women. We can include intersex men and transmen who may get pregnant by saying ‘pregnant people’ instead of ‘expectant mothers’."
"A guide to effective communication: inclusive language in the workplace", da British Medical Association

 

Ou, em Português:

"Uma grande maioria das pessoas que estiveram grávidas ou deram à luz identificam-se como mulheres. Podemos incluir homens, bissexuais ou transgénero que podem ficar grávid...s dizendo "grávidas" em vez de "mães grávidas".
"Um guia para uma comunicação eficaz: linguagem inclusiva no local de trabalho", da British Medical Association

 

RIDÍCULO!!!! IDENTIFICAM-SE COMO???
Só as MULHERES engravidam, só ELAS podem ficar grávidas, só ELAS PODEM SER MÃES! Foi a ELAS, às MULHERES, que Deus criou com condições para engravidar e desenvolver seres humanos no seu ventre. Hormonas artificiais ou operação plástica alguma podem fazer com que um homem fique grávido, ou que uma mulher produza espermatozóides. Se há algum "homem" grávido é porque nasceu MULHER e se rejeitou a si mesmo como tal a ponto de tentar adulterar a sua natureza artificialmente, mas cirurgião algum pode fazer homens ou mulheres com um bisturi. Por fora, à vista dos outros pode parecer um homem (ilusão de óptica), mas nasceu MULHER e é esse facto, o aparelho reprodutor com o qual nasceu, que lhe permite ficar GRÁVIDA. Gatos, cães, porcos, carneiros [machos], não ficam grávidos; gatas, cadelas, porcas e ovelhas [fêmeas] ficam. HOMENS podem ser PAIS e MULHERES podem ser MÃES. Ponto. Sociedade ou médico algum podem alterar isso.
DEUS CRIOU HOMEM E MULHER.
Portanto, ainda que tenha barba, pêlos no peito e aspecto de homem, SE ESTIVER GRÁVIDA É MULHER!!!!!

«Não tendes lido que aquele [Deus] que os fez no princípio macho e fêmea os fez,» _ Jesus, em Mateus 19:4.

 

Maria Helena Costa

Foto de Maria Helena Costa.

10 tipos de homem com quem uma mulher cristã não deve casar-se

A minha esposa e eu criámos quatro filhas – sem espingardas em casa – e três delas já se casaram.

Nós amamos os nossos genros, e é óbvio que Deus escolheu a dedo cada um deles para combinar com os temperamentos e personalidades das nossas filhas. Eu sempre achei que Deus gosta de agir como “casamenteiro”. Se Ele pôde fazer isso pelas minhas filhas, Ele pode fazê-lo por si. Hoje, eu conheço muitas amigas solteiras que gostariam bastante de encontrar o cara certo. Algumas dizem-me que as opções são escassas nas suas igrejas, então, estão a aventurar-se no mundo dos encontros online. Outras desistem em desespero, imaginando se ainda resta algum cristão decente por aí. Elas começam a questionar se deveriam baixar os seus padrões para encontrar um par. O meu conselho permanece: não se conforme com menos do que o melhor de Deus. Muitas cristãs decidiram-se por  um Ismael porque a impaciência as empurrou para um casamento infeliz. Por favor, aceite o meu conselho paternal: você está muito melhor solteira do que com o homem errado!

Falando de “homens errados”, aqui estão os 10 tipos principais de homens que você deveria evitar ao procurar por um marido:

 

1. O incrédulo. Por favor, escreva 2 Coríntios 6.14 num post-it e cole-o no seu computador do trabalho. O texto diz: “Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?”.. Essa não é uma regra religiosa antiquada. É a Palavra de Deus para si hoje.

Não permita que o charme, a aparência ou sucesso financeiro de um homem (ou a disposição dele de ir à igreja consigo) a leve a comprometer o que você sabe que é certo. “Namoro missionário” nunca é uma estratégia sábia. Se o rapaz não é um cristão regenerado, risque-o da sua lista. Ele não é o homem certo para si. Ainda estou para encontrar uma mulher cristã que não se arrependeu de se casar com um incrédulo.

 

2. O mentiroso. Se você descobrir que o homem com quem você namora tem mentido sobre o passado, ou que está sempre a cobrir os seus rastos para esconder segredos de si, fuja para a saída mais próxima. O casamento deve ser construído sobre um fundamento de confiança. Se ele não pode ser confiável, termine agora antes que ele te cause uma decepção ainda maior.

 

3. O playboy. Eu queria poder dizer que se você encontra um cara legal na igreja, pode assumir que ele vive em pureza sexual. Mas esse não é o caso hoje. Tenho ouvido histórias tenebrosas sobre solteiros que servem no ministério da música ao domingo, mas que agem como Casanovas durante a semana. Se você se casa com alguém que estava a "dormir" por aí antes do seu casamento, pode ter a certeza de que ele estará a "dormir" por aí depois do casamento.

 

4. O caloteiro. Há muitos cristãos firmes que experimentaram o fracasso conjugal há anos atrás. Desde o divórcio, eles vêm experimentando a restauração do Espírito Santo e, agora, desejam casar-se novamente. Segundos casamentos podem ser muito felizes. Mas se você descobre que o homem com quem namora não tem cuidado dos seus filhos do casamento anterior, uma falha imensa foi exposta. Qualquer homem que não paga pelos seus erros do passado e não sustenta os filhos de um casamento anterior, não a tratará com responsabilidade.

 

5. O viciado. Homens de igreja que têm vícios com álcool ou drogas aprendem a esconder os seus problemas – mas você não quer esperar até à sua lua-de-mel para descobrir que ele é um bêbado. Nunca se case com um homem que se recusa a pedir ajuda para o seu vício. Insista para que ele procure ajuda profissional, e afaste-se. E não entre num relacionamento co-dependente em que ele afirma que precisa de si para ficar sóbrio. Você não pode consertá-lo.

 

6. O malandro.  Eu tenho uma amiga que depois de se casar com o namorado percebeu que ele não tinha planos de arrumar um emprego fixo. Ele tinha elaborado uma óptima estratégia: ficaria em casa o dia todo a jogar jogos no computador, enquanto a sua esposa trabalhadora labutava e pagava as contas. O apóstolo Paulo disse aos tessalonicenses: “Se alguém não quiser trabalhar, não coma também.” (2 Ts 3.10) A mesma regra aplica-se aqui: se um homem não quer trabalhar, não merece casar consigo.

 

7. O narcisista. Eu espero sinceramente que você encontre um rapaz bonito. Mas, seja cuidadosa: se o seu namorado gasta seis horas por dia na academia e regularmente posta fotos dos seus bíceps no Facebook, você tem um problema. Não se apaixone por um cara egocêntrico.  Ele pode ser bonito, mas um homem que está apaixonado pela sua própria aparência e centrado nas suas próprias necessidades, jamais conseguirá amá-la sacrificialmente, como Cristo ama a igreja (Ef 5.25). O homem que está sempre a ver-se no espelho nunca perceberá você.

 

8. O abusador. Homens com tendências abusivas não conseguem controlar a sua raiva quando a situação se complica. Se o rapaz que você namora tem a tendência de perder as estribeiras, consigo ou com outros, não fique tentada a racionalizar o seu comportamento. Ele tem um problema e, se você se casar com ele, terá de navegar por esse campo minado todos os dias evitando desencadear outra explosão.  Homens irritados magoam as mulheres – verbal e, às vezes, fisicamente. Procure um homem que seja gentil.

 

9. O menino-da-mamã. Pode chamar-me de antiquado, mas eu suspeito de alguém de 35 anos que vive com os seus pais. Se a mãe ainda está a fazer a comida, a limpeza e a passar a roupa dele, pode ter certeza de que ele está parado no tempo. Você está a pedir problemas se acha que pode ser esposa de um cara que não cresceu. Recue e, como amiga, encoraje-o a encontrar um mentor que possa ajudá-lo a amadurecer.

 

10. O controlador. Alguns cristãos pensam que o casamento trata de superioridade masculina. Eles podem citar a Escritura e soar super-espirituais, mas, por trás da fachada de autoridade há uma profunda insegurança e orgulho que podem transformar-se em abuso espiritual. 1Pedro 3.7 manda que os maridos tratem as suas esposas como semelhantes. Se o homem com quem você namora a rebaixa, faz comentários degradantes sobre outras mulheres ou parece esmagar os seus dons espirituais, recue agora. O poder subiu-lhe à cabeça. Mulheres que casam com controladores religiosos frequentemente terminam num pesadelo de depressão.

Se você é uma mulher de Deus, não venda a sua primogenitura espiritual casando-se com um rapaz que não a merece. A melhor decisão que você pode tomar na vida é esperar por um homem que se entregou realmente a Jesus.

 

por J. Lee Grady

http://reforma21.org/artigos/10-homens-com-quem-uma-mulher-crista-nao-deve-casar-se.html

 

10-homens-com-quem-uma-mulher-cristã-não-deve-ca

 

Para reflectir no "Dia dos namorados"...

Hoje, a noção de amor que o mundo tem é totalmente alheia ao verdadeiro amor que tem em Deus a sua fonte.

O casamento, instituição divina e não humana, é o "lugar" onde o amor sacrificial deve ser exercido. O casamento é o meio pelo qual somos chamados a amar alguém além de nós mesmos, a amar quando tudo vai bem e quando tudo vai mal, a amar «como Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela,» (Efésios 5:25)

Num mundo em que o divórcio é o pão-nosso-de-cada-dia e no qual as pessoas são tão descartáveis como as embalagens de fast food, é sempre mais fácil «largar quem não nos agarra» do que amar sacrificialmente outra pessoa além de nós. Sem Deus no centro, sem o conhecimento de que Ele, e só Ele, pode satisfazer todas as nossas necessidades, colocamos sobre a pessoa que dizemos amar uma carga tão pesada que, fatalmente, destruirá o relacionamento que assenta no nosso egocentrismo e nas expectativas com as quais sobrecarregamos a outra pessoa. O verdadeiro amor, é um mandamento e um sentimento tão sublimes, que não depende da performance do outro. O verdadeiro amor depende sempre da performance de quem ama e, como diz o apóstolo Paulo: «O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor nunca falha; [...]» (1 Coríntios 13:4-8) 

 

O que dizer de uma declaração de "amor" como esta:

«EU te escolhi. EU te escolhi para ser o amor da MINHA vida, o MEU REFÚGIO, o MEU ALICERCE e A SOLUÇÃO DE TUDO. EU te escolhi porque em você EU ENCONTREI TUDO O QUE EU PRECISO. EU te escolhi porque EU vi em você algo que EU não vi em mais ninguém, EU te escolhi porque EU te QUERO na minha vida até o meu coração parar de bater. EU te escolhi porque QUERO ficar velhinha do teu lado, cuidar de você quando tiver problemas e quando já não formos mais tão saudáveis. EU te escolhi porque EU te amo. Amo como nunca amei outra pessoa antes. E EU te escolheria mais mil vezes, se fosse necessário.»?

No mínimo que é toda ela centrada no "eu". Ignora completamente a realidade de que cada pessoa que se casa traz a sua própria bagagem _ experiências boas e más, dores, traumas, feridas, tristezas e alegrias _  e, acredito, o desejo de que o outro o ame, apoie e compreenda. Nenhum ser humano consegue ser o alicerce de outro ser humano. Nenhum ser humano pode ser a solução de tudo. E nem sempre o marido ou a esposa é o refúgio de que precisamos... Toda a "declaração de amor" que lemos acima aponta para o EU, para  a satisfação do EGO, e, só no fim, como recompensa pela satisfação completa que espera do objecto do seu "amor", se coloca a hipótese de cuidar de quem tanto lhe deu quando já não forem [ambos] tão jovens e tão saudáveis. 

Resultado: Como o objecto do qual esperamos TUDO não é Deus, mas apenas o nosso deus _ um ídolo que criámos e no qual depositamos todas as nossas expectativas _ TUDO vai ruir. A desilusão é sempre a consequência de depositarmos nas pessoas aquilo que só Deus pode suprir. Amar, não é esperar que todos os nossos desejos, anseios e expectativas sejam satisfeitos pelo objecto do nosso amor. Amar, é dar tudo de nós sem esperar nada em troca.

O casamento, no qual existe amor verdadeiro obedece ao mandamento bíblico: «Vós, mulheres, sujeitai-vos a vossos maridos, como ao Senhor; porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo. De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seus maridos. Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, [...] Assim devem os maridos amar as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo.» (Efésios 5:22-25,28)

 

Fácil? Não. Muito pelo contrário. 

Mas... é possível quando entendemos que "amar" é muito mais do que um sentimento e que só amaremos de verdade quando tudo o que desejarmos for a felicidade do objecto do nosso amor. 

 

Maria Helena Costa

 

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Convite

Para quê buscar a verdade se alguém já decidiu tudo por eles?
As duas mentiras mais (mal)ditas neste país à beira mar plantado, afirmam: “De religião e de clube de futebol, ninguém muda!”, e: “Religião não se discute!”
Levadas a sério, estas mentiras são um combustível altamente inflamável para alimentar a cultura de ignorância que tantas almas tem ganho para o inferno, e tanta riqueza tem proporcionado à instituição ICAR [Igreja Católica Apostólica Romana].

 

Saiba mais:

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Se eu conseguisse...

Se eu conseguisse isto... Se conseguisse realizar o meu sonho de sempre... se...
 
 
«E alguns dias depois entrou outra vez em Cafarnaum, e soube-se que estava em casa.
E logo se ajuntaram tantos, que nem ainda nos lugares junto à porta cabiam; e anunciava-lhes a palavra.
E vieram ter com ele conduzindo um paralítico, trazido por quatro.
E, não podendo aproximar-se dele, por causa da multidão, descobriram o telhado onde estava, e, fazendo um buraco, baixaram o leito em que jazia o paralítico.
E Jesus, vendo a fé deles, disse ao paralítico: Filho, perdoados estão os teus pecados.» (Marcos 2:1-5)
 
 
"A Bíblia diz que o nosso maior problema é que todos nós construímos a nossa identidade sobre qualquer coisa menos Jesus. Pode ser a nossa carreira ou mesmo algum relacionamento _ ou até mesmo a cura da doença _ , mas estamos sempre a dizer: 'Se conseguisse isso, realizaria o meu grande sonho e, então, tudo o mais ficaria bem'. E sonhamos que aquilo poderá salvar-nos do esquecimento, da desilusão, da mediocridade. Fazemos desse desejo o nosso salvador. Ninguém usa essa palavra, evidentemente, mas na prática é isso que acontece. E se nunca conseguimos realizar esse desejo, ficamos com raiva e sentimos-nos vazios, infelizes. Todavia, se conseguirmos realiza-lo, acabaremos por nos sentir ainda mais vazios, mais infelizes. Isso acontece porque distorcemos o nosso grande sonho ao fazer dele o nosso salvador, e quando finalmente conseguimos realiza-lo, ele volta-se contra nós.
Jesus diz: 'Veja bem, se você me tiver, eu realiza-lo-ei de verdade, e mesmo que você falhe, eu sempre o perdoarei. Eu sou o único Salvador capaz de fazer isso. 'Mas isso é algo tão difícil de perceber. Muitos começam buscando a Deus, indo à igreja, por causa de problemas. Ali, pedem que Deus lhes dê um empurrãozinho para que possam voltar a tentar salvar-se, a tentar realizar o seu grande sonho. O problema é que estão à procura de um salvador que não é Jesus.Quase sempre quando, pela primeira vez, eles vão até Jesus e dizem: 'Este é o meu maior sonho', Ele responde-lhes que precisam ir mais fundo do que isso. [...] Veja bem, o problema não era o nosso mais profundo desejo, assim como não era errado que o paralítico quisesse andar, ou que alguém queira ser uma celebridade e ter sucesso [...] O facto de pensarmos que a realização do nosso mais profundo desejo iria curar-nos, salvar-nos - esse sim era o verdadeiro problema. Tivemos que permitir que o nosso Salvador fosse Jesus."
 
Timothy Keller
A Cruz do Rei, págs. 49 e 51

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Onde está Deus quando as tragédias acontecem?

Hoje, muitos daqueles que se dizem cristãos chamam às tragédias naturais, e não só, "coisas terríveis que apanharam Deus desprevenido" e dão às calamidades que se abatem sobre este mundo uma conotação mística e totalmente fora do controle de Deus. A culpa é sempre do Diabo e dos seus demónios e não consequência do pecado e da desobediência do ser humano a Deus.
Ridicularizamos Deus quando insinuamos que Ele não está no perfeito controle de tudo o que acontece neste mundo! Diminuímos a Sua soberania e o seu poder quando insinuamos que Ele nada pode fazer para evitar as tragédias que se abatem sobre a humanidade. Há muitos, muitos anos, Malagrida foi condenado à pena de garrote e de fogueira, realizando-se o suplício no auto da fé de 21 de Setembro de 1761 porque se atreveu a atribuir o Terramoto de Lisboa, 1755, ao castigo de Deus.
 
Pergunto: _ Deus foi apanhado de surpresa? Ou o pecado que corria desenfreado atraiu o juízo divino? Quantas vezes, na Bíblia, é que o pecado do povo levou Deus a enviar grandes calamidades sobre a terra? O dilúvio foi enviado por quem? Porquê?
 
 
Infelizmente, ao contrário do ensino, das promessas e da esperança que encontramos na Palavra de Deus, toda a nossa esperança parece concentrada nesta vida e neste mundo. A morte, que só entrou no mundo por causa do pecado, é algo que nos leva a perceber a nossa insignificância, fragilidade e a nossa incapacidade de sequer planear o dia de amanhã com a certeza de que estaremos vivos... Odiamos saber que não temos controle sobre nada e odiamos sofrer. Não, não me passa pela cabeça criticar quem chora os seus mortos! Deus me livre de tal coisa. Jesus chorou a morte de Lázaro e sabia que o ressuscitaria dali a momentos.
 
A morte é algo terrível e que provoca uma dor imensa porque é consequência do pecado de Adão, mas ela é também o único meio de irmos para junto daquEle que nos foi preparar um lugar e que nos provou que há vida abundante depois da morte - vida eterna e plena de gozo, alegria e paz na Sua presença. Nós, cristãos, somos peregrinos nesta terra e só estaremos na nossa Pátria após a morte deste corpo que, um dia, será ressuscitado e se juntará ao espírito que já está com o Pai, na glória.
 
Num mundo que quer a todo o custo tirar Deus da criação para não ter que Lhe prestar contas, e que aprova diariamente leis que Deus abomina, convém olharmos para a Escritura e perceber que: «do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça.» (Romanos 1:18).  
 
Jesus, nunca ensinou que o Diabo fazia as tragédias acontecer à revelia de Deus. Ele jamais deu uma conotação mística aos males do corpo e às calamidades e tragédias que vieram sobre os homens,mas, ao contrário desta geração de cristãos, Ele afirmou que esses eram os desígnios e/ou juízos Divinos.
 
Em Lucas 31:1-5, Jesus lemos: «Ora, naquele mesmo tempo estavam presentes alguns que lhe falavam dos galileus cujo sangue Pilatos misturara com os sacrifícios deles. Respondeu-lhes Jesus: Pensais vós que esses foram maiores pecadores do que todos os galileus, por terem padecido tais coisas? Não, eu vos digo; antes, se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis. Ou pensais que aqueles dezoito, sobre os quais caiu a torre de Siloé e os matou, foram mais culpados do que todos os outros habitantes de Jerusalém? Não, eu vos digo; antes, se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis.»
 
Em João 9:1-3, lemos: «E passando Jesus, viu um homem cego de nascença. Perguntaram-lhe os seus discípulos: Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? Respondeu Jesus: Nem ele pecou nem seus pais; mas foi para que nele se manifestem as obras de Deus.».
 
Como filha de Deus, como cristã, prefiro crer num Deus Todo-Poderoso e Soberano que está no pleno controle da Sua criação - céus, terra e mares - do que acreditar que os humores do nosso adversário, Satanás, ou a própria natureza à revelia do Criador, O podem apanhar distraído e frustrar os Seus desígnios matando os seus filhos e as suas criaturas sem que Ele nada possa fazer. Eu creio no Deus de Jó:
 
«Com ele está a sabedoria e a força; conselho e entendimento tem.
Eis que ele derruba, e ninguém há que edifique; prende um homem, e ninguém há que o solte.
Eis que ele retém as águas, e elas secam; e solta-as, e elas transtornam a terra.
Com ele está a força e a sabedoria; seu é o que erra e o que o faz errar.
Aos conselheiros leva despojados, e aos juízes faz desvairar.
Solta a autoridade dos reis, e ata o cinto aos seus lombos.
Aos sacerdotes leva despojados, aos poderosos transtorna.
Aos acreditados tira a fala, e tira o entendimento aos anciãos.
Derrama desprezo sobre os príncipes, e afrouxa o cinto dos fortes.
Das trevas descobre coisas profundas, e traz à luz a sombra da morte.
Multiplica as nações e as faz perecer; dispersa as nações, e de novo as reconduz.
Tira o entendimento aos chefes dos povos da terra, e os faz vaguear pelos desertos, sem caminho.
Nas trevas andam às apalpadelas, sem terem luz, e os faz desatinar como ébrios.»
Jó 12:13-25
 
Maria Helena Costa

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Concordata vs Estado Laico

A nível nacional

 

Portugal é visto, por grande parte da população portuguesa, como um país laico, ou seja, um país que não está sujeito a qualquer tipo de governo de domínio religioso. Sendo um país democrático, onde há igualdade entre todos os cidadãos e cidadãs, todas as pessoas têm o direito a exercer a sua religião livremente e nenhum grupo religioso pode ser beneficiado, pelo Estado, em relação aos outros. Todas as religiões estão em pé de igualdade, pelo menos segundo consta a Constituição no ponto 4. do Artigo 41º, ao referir que “As igrejas e outras comunidades religiosas estão separadas do Estado e são livres na sua organização e no exercício das suas funções e do culto.”.


Acontece que, em 7 de maio de 1940, foi celebrada a Concordata Católica entre a Santa Sé e a República Portuguesa, estando claro, no início da mesma, que um dos objetivos é a “evolução das suas relações [da Igreja] com a comunidade política”, ou seja, o interesse da religião em influenciar, de certa forma, nas decisões do Estado. No ponto 1. do Artigo 1º, diz a Concordata que “A Santa Sé e a República Portuguesa declaram o empenho do Estado e da Igreja Católica na cooperação para a promoção da dignidade da pessoa humana, da justiça e da paz.” e no ponto 3. que “A República Portuguesa reconhece a personalidade jurídica da Igreja Católica.”. Num Estado verdadeiramente laico, isto não pode acontecer. O Estado tem que estar completamente isento da influência de qualquer tipo de religião.


A Concordata está repleta de exigências e, muitas delas, vão contra os direitos promulgados na Constituição Portuguesa. O simples facto de a Concordata apenas priveligiar o povo católico em relação à restante população, já vai contra um dos artigos expressos na Constituição Portuguesa.
No ponto 2. do Artigo 13º, diz a Constituição que Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual.”. Mas, isto não acontece, dado que a Concordata, no fundo, acaba por ter mais poder sobre a Constituição e, na Concordata, há privilégios e benefícios que a Constituição condena.


A realidade, em Portugal, e que muitas pessoas não sabem porque é uma forma de discriminação religiosa bastante subtil que só quem pratica outra religião que não a Católica sente, é que nem todas as religiões têm total liberdade para se expressarem publicamente, por exemplo. Qualquer religião, exceto a Católica, que queira manifestar-se publicamente, terá que recorrer às autoridades da região, pedir licença para realizar a prática religiosa em público e as dificuldades em terem aceitação são bastante grandes e muitas vezes essas pessoas chegam a ser impedidas.

As autoridades, ao fazerem a expressão pública depender do tipo de religião que é, violam o ponto 3. do Artigo 41º que diz que Ninguém pode ser perguntado por qualquer autoridade acerca das suas convicções ou prática religiosa, salvo para recolha de dados estatísticos não individualmente identificáveis, nem ser prejudicado por se recusar a responder.”
Na verdade, apenas a religião Católica está autorizada a manifestar-se em público sem correr o risco de ser impedida. Têm liberdade ao ponto de conseguirem fechar estradas para passarem uma procissão, por exemplo. Isso acontece porque a Concordata assim o exige. No ponto 4. do Artigo 2º, diz a mesma que “É reconhecida à Igreja Católica, aos seus fiéis e às pessoas jurídicas que se constituam nos termos do direito canónico a liberdade religiosa, nomeadamente nos domínios da consciência, culto, reunião, associação, expressão pública, ensino e acção caritativa.”.


É uma violação clara da liberdade religiosa. É uma forma de discriminação que, apesar de não ser tão notória, é real e mancha a laicidade que o Estado manifesta ter. É a trangressão do ponto 2. do Artigo 18º que diz que A lei só pode restringir os direitos, liberdades e garantias nos casos expressamente previstos na Constituição, devendo as restrições limitar-se ao necessário para salvaguardar outros direitos ou interesses constitucionalmente protegidos.”.

 

A nível histórico e geral

A imagem mais clara da violação da laicidade é um Estado teocrata, ou seja, o país é governado por uma religião em específico.
Ao longo da História, ficou mais que provado que governos teocratas só trouxeram prejuízo para as suas populações. Mesmo na atualidade, temos locais governados por uma teocracia.
O mais conhecido, por causa das tragédias que acontecem todos os dias, é o Médio Oriente, governado pela religião islâmica. Bem ou mal interpretado, o Corão é a base da lei dos países desta região e, qualquer um que não se enquadre ou que se desvie das regras lá estipuladas, ou é torturado até se arrepender ou então é condenado à morte.
Outro exemplo, que aconteceu há, mais ou menos, 6 séculos atrás, e que ainda tem uma influência enorme na mentalidade de muitas pessoas atualmente, foi a época da Idade Média, onde grande parte da Europa foi governada pela Igreja Católica. Toda a gente, praticamente, já ouviu falar da Inquisição, por exemplo. Qualquer tipo de pessoa que se desviasse dos preceitos estipulados pelo governo religioso daquela época não escapava à perseguição, à tortura, nem à morte.
E houve também países, como os Países Baixos, a Alemanha e a Suiça, por exemplo, que foram, por um determinado momento da História, governados pelo Protestantismo e que, mesmo o impacto tendo sido menor em comparação com as outras situações já referidas, houve perseguição, tortura e morte de qualquer tipo de opositor à ideologia em vigor no governo.
Estes são alguns dos exemplos mais trágicos que há de um governo teocrata, não laico.
Depois, existem, atualmente, locais onde há discriminação religiosa devido ao facto de a religião, tal como aqui em Portugal, ter uma certa influência nos governos que se dizem laicos: o Vaticano, dominado pela Igreja Católica; a Inglaterra, dominada pelo Anglicanismo, entre outros. E, nestes locais, acontece o mesmo que aqui em Portugal. A liberdade para as minorias religiosas se exprimirem é bastante limitada, enquanto que a religião que está em maioria tem mais privilégios.

É verdade que há sitíos que tiveram na base da sua fundação uma religião, mas isso não é motivo para impedir que o Estado seja laico. Um grande exemplo disso é Israel. Um país que teve na sua base de origem a religião judaica e que, hoje, apesar da maioria da população ser de religião judaica, não discrimina as outras religiões, dando-lhes total liberdade. A religião não tem influência no Estado de Israel apesar do Presidente e de grande parte do povo israelita serem judeus.
O maior exemplo de Estado laico, mesmo tendo sido grandemente influenciado por valores cristãos, são os Estados Unidos da América. A liberdade religiosa é para todas as pessoas e não só para uma religião. Todos os valores religiosos são respeitados e não só aqueles que estiveram na base da origem do país.

No caso de Portugal, deveria acontecer o mesmo. Mesmo este país tendo tido grande influência Católica e mesmo os seus fundadores tendo sido católicos, isso em nada deveria impedir o país de ser totalmente laico. O único erro cometido foi a assinatura da Concordata que atribui ao catolicismo uma posição mais elevada que o resto das religiões existentes. Portugal foi completamente laico na época da Primeira República, onde foram até tomadas medidas, por parte do governo, para tirar a Igreja Católica do patamar em que se encontrava e para colocar toda a população em pé de igualdade, independentemente da fé que professasse.
Por estes motivos referidos é que Portugal seria totalmente laico se não estivesse sujeito a uma Concordata. Enquanto este documento prevalecer contra a Constituição Portuguesa, a discriminação religiosa continuará a existir e não haverá igualdade entre todas as pessoas. Essa igualdade plena continuará dependente de uma religião.

 

Autor: Pedro Miguel Salazar

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Perdidos ... Mortos em delitos e pecados.

«Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos.» (Romanos 1:22)

 

Antes de falar sobre o assunto  que me levou a escrever-vos, gostaria de compartilhar convosco esta notícia e de vos pedir para darem uma data aproximada para a publicação deste texto:

 

«A anarquia sexual assumiu formas extremas e espalhou-se por grande parte da população. Lado a lado com o aumento da perversão sexual, uma vergonhosa promiscuidade sexual também aumentou muito. A sedução de membros da mesma família, como relações entre pai e filha [...] filho e mãe [...] já não são desconhecidas. Os autores [contemporâneos] enfatizam de forma especial casos como e relacionamento sexual de um homem com duas irmãs ou com mãe e filha. O adultério, o estupro e a prostituição aumentaram significativamente. [...] o amor homossexual passou a fazer parte do costume das pessoas. Os autores contemporâneos parecem deleitar-se sadicamente ao enumerar uma infinidade de torpezas e perversões sexuais. Descrevem todas as aberrações do erotismo mórbido, com a despudorada serenidade do descaso: estupro, relações sexuais anormais, tortura e sodomia.» 

 

Há algumas semanas, estava em casa da minha madrecita e a TV estava ligada no TLC. Ela estava distraída a fazer malha e eu terminei o que estava a fazer e fui sentar-me junto dela, em frente à televisão.

Vi um "homem" deitado numa marquesa, de pernas abertas [como uma mulher quando vai ao ginecologista], a mulher ao lado, e o médico, um famoso cirurgião plástico, debruçado sobre ele a dizer-lhe algo como isto: «... tem um clitóris bastante grande, por isso pode puxar-se aqui e fazer-se um pénis não muito grande, podemos usar um (não sei especificar) para fazer os testículos e fica perfeito. Embora fique com um membro pequenino, vai ter erecção e vai poder ter relações sexuais». 

 

Conforme ia ouvindo a conversa, ia ficando estupefacta ao ver que o "homem", afinal, era uma mulher. À medida que o cirurgião falava dos anos decorridos até chegar ali, percebi que ela tinha tomado hormonas masculinas que a haviam transformado no "homem" que eu via na marquesa. A cena passa para o corredor do hospital e mostra uma jovem cheia de piercing's, toda vestida de preto, com um ar triste e muito pesado que diz: «A minha mãe escolheu assim, na altura foi muito complicado, mas agora entendo-a e aceito-a [...]».

De volta ao gabinete, a mãe que agora parece um pai, diz: «Ela saiu de casa quando soube, mas eu não fiz nada porque sabia que ela um dia iria entender e voltar. Eu só quero ser feliz!»

 

Durante todo o tempo, a mulher da mulher que se preparava para ser "homem", ouvia atentamente as explicações do cirurgião e parecia muito satisfeita com a transformação do futuro "marido". Se eu já estava estupefacta com tudo o que via e ouvia, fiquei sem saber como descrever o que se desenrolava perante os meus olhos... Vou tentar fazê-lo, mas não é fácil:

A mulher que um dia foi mãe e que agora se estava a transformar num "homem", algures, percebeu que gostava de mulheres e juntou-se com outra mulher que era lésbica, certo? 

Ou seja: a mulher com quem ela se juntou gostava de mulheres, e ela não gostava de homens porque, depois de ter uma filha com um homem descobriu que gostava de mulheres. Ok! Vocês podem dizer que ela já se sentia um homem antes e que só depois de ter a filha "saiu do armário", mas a outra mulher, a companheira dela, era lésbica. Gostava de mulheres. Só que, passados anos, ela decide ser ele e a lésbica passa a gostar de "homens"? 

O documentário prossegue com "o transformer" a mudar de nome e os dois _ "homem" e mulher _ a oficializarem o "casamento" com a filha e a companheira dela a assistirem ao casamento da mãe que agora é "pai?".

 

Não vou sequer abordar o problema daquela filha que esteve anos fora de casa e que deve ter sofrido horrores com tudo aquilo e que, agora, tem uma companheira... Não imagino o que se passa naquela cabeça nem quais serão as consequências de tudo o que viveu. 

 

O que eu vi claramente naquele documentário foi a forma tremenda como o pecado enreda as pessoas e as transforma em marionetas do sexo e das suas perversões. Se é verdade que uma lésbica nasce lésbica [e sabemos que isso não é verdade], como é que se explica que alguém que sente atracção só por mulheres se "case" com um "homem" e passe a gostar do sexo pelo qual nunca se sentiu atraída antes? O pecado domina as pessoas, escraviza-as e rouba-lhes a identidade. O pecado transforma as pessoas em... transformers...

 

É por isso que volto a dizer que a Palavra de Deus é tão actual como o jornal que vai sair amanhã! É nela que lemos:

«Dizendo-se sábios [os homens], tornaram-se loucos. E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis. Por isso também Deus os entregou às concupiscências de seus corações, à imundícia, para desonrarem seus corpos entre si; pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém.

Por isso Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza. E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro. E, como eles não se importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convêm;» (Romanos 1:22-28). 

 

Maria Helena Costa

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"_ Não quero ser um fardo para ninguém."

Quantas vezes já pensaste, ou disseste:

«Não quero ser um fardo para ninguém.»
_ Eu já disse... Mas, Deus me ajude a não voltar a dizê-lo.

 

A verdade é que viemos a este mundo totalmente dependentes do amor, do cuidado e da protecção de outros. Passamos por uma fase da vida em que outras pessoas dependem de nós. E a maior parte de nós deixará este mundo, dependendo totalmente do amor e do cuidado de outros. Esse facto não é um aspecto negativo, nem encerra mal algum. Faz parte do plano de Deus, isto é, da natureza física que Ele nos deu. Por vezes, ouço pessoas idosas, incluindo cristãos que já deviam ter mais discernimento, dizerem: «Não quero ser um fardo para ninguém. Estou feliz por continuar a viver enquanto puder cuidar de mim, mas se me tornar um peso para alguém, prefiro morrer.»

Isto está errado! Todos estamos destinados a ser um fardo para outros. Você está destinado a ser um peso para mim e eu estou destinado a ser um peso para si. A vida familiar, incluindo a da igreja local, deveria ser de "responsabilidade mútua". «Ajudem-se uns ao outros a suportar as dificuldades, pois assim cumprem a li de Cristo» (Gálatas 6:2)

O próprio Cristo assume a dignidade da dependência. Nasceu bebé, totalmente dependente dos cuidados da Sua mãe. Precisou de ser alimentado, que Lhe mudassem as fraldas, que O segurassem para não cair. Ainda assim, nunca perdeu a Sua dignidade divina. No fim, mesmo na cruz, tornou-se totalmente dependente, com os membros perfurados e esticados, incapaz de se mover. Na Pessoa de Cristo, aprendemos que a dependência não destitui (nem pode destituir) uma pessoa da sua dignidade, do seu valor supremo. Se a dependência foi adequada para o Deus do Universo, certamente é apropriada para nós.

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John Stott
O Discípulo Radical